Não tem meritocracia no Reino de Deus – Lucas 7:1-10

Para entender o contexto leia o texto de Lucas 7:1-10 transcrito abaixo:

“Quando Jesus acabou de dizer essas coisas ao povo, foi para a cidade de Cafarnaum. Havia ali um oficial romano que tinha um empregado a quem estimava muito. O empregado estava gravemente doente, quase morto. Quando o oficial ouviu falar de Jesus, enviou alguns líderes judeus para pedirem a ele que viesse curar o seu empregado. Eles foram falar com Jesus e lhe pediram com insistência: — Esse homem merece, de fato, a sua ajuda, pois estima muito o nosso povo e até construiu uma sinagoga para nós. Então Jesus foi com eles. Porém, quando já estava perto da casa, o oficial romano mandou alguns amigos dizerem a Jesus: — Senhor, não se incomode, pois eu não mereço que entre na minha casa. E acho também que não mereço a honra de falar pessoalmente com o senhor. Dê somente uma ordem, e o meu empregado ficará bom. Eu também estou debaixo da autoridade de oficiais superiores e tenho soldados que obedecem às minhas ordens. Digo para um: “Vá lá”, e ele vai. Digo para outro: “Venha cá”, e ele vem. E digo também para o meu empregado: “Faça isto”, e ele faz. Jesus ficou muito admirado quando ouviu isso. Então virou-se e disse para a multidão que o seguia: — Eu afirmo a vocês que nunca vi tanta fé, nem mesmo entre o povo de Israel! Aí os amigos do oficial voltaram para a casa dele e encontraram o empregado curado.”
‭‭Lucas‬ ‭7:1-10‬ ‭NTLH‬‬

Essa história é interessante porque quando o oficial envia alguns judeus para pedir a Jesus que curasse seu empregado, a argumentação dos judeus era que aquele homem MERECIA que Jesus o atendesse porque ele era bom e havia até construído um templo para eles. O interessante é que chegando perto da casa, aquele homem enviou outras pessoas pedindo para que Jesus apenas ordenasse que o empregado fosse curado porque ele não era DIGNO ou NÃO MERECIA nem estar na presença de Jesus. No final Jesus diz que nunca tinha visto tamanha fé nem no meio do povo de Israel e o homem foi curado (a distância).
Aqui Jesus deixa claro que realmente não era o merecimento que faria com que Jesus curasse aquele homem e sim a fé. Jesus não diz “esse homem merece”, ele diz “nunca vi FÉ como essa”.
Não é sobre merecimento, é sobre fé. Ninguém é bom o bastante que mereça a atenção ou salvação de Deus, a temos por meio da FÉ em Jesus. O Reino de Deus não é sobre meritocracia porque se fosse nenhum de nós teria acesso a nada.
Por meio da FÉ em Jesus somos salvos, por pura GRAÇA (favor que não merecemos) de Deus.

“Pois pela graça de Deus vocês são salvos por meio da fé. Isso não vem de vocês, mas é um presente dado por Deus.”
‭‭Efésios‬ ‭2:8‬ ‭NTLH‬‬

Mas, pela sua graça e sem exigir nada, Deus aceita todos por meio de Cristo Jesus, que os salva.”
‭‭Romanos‬ ‭3:24‬ ‭NTLH‬‬

Uma Cura Interessante (João 9)

Depois de uma das discussões com os escribas e fariseus, Jesus se ausentou porque mais uma vez a intenção era matá-lo.

No caminho Jesus e os discípulos encontraram um cego de nascença, nesse momento eles perguntaram quem havia pecado, o cego ou seus pais. Uma pergunta um tanto engraçada já que se tratava-se um cego de nascença, mas vamos para frente, Jesus respondeu que nem ele e nem seus pais haviam pecado, mas que essa cegueira demonstraria a glória de Deus. O homem foi curado.

Esse homem não tinha visto quem o curou uma vez que Jesus usou um método bem criativo, ele cuspiu na terra, fez um barro e colocou nos olhos do homem e pediu para que ele fosse ao tanque de Siloé para se lavar. O homem fez o que Jesus falou e foi curado. Vida que segue (só que não).

Parece que ele era um cego conhecido porque no caminho as pessoas se questionavam se aquele era o cego que costumava mendigar. E ficou naquela de “é”, “não é” até que ele mesmo respondeu “sou eu sim!”, a segunda parte do questionamento foi sobre quem então o havia curado e o ex-cego sem cerimônia disse que tinha sido Jesus (aparentemente Jesus se apresentou) e descreveu todo o método utilizado.

Como de costume, após a cura esse homem foi levado aos fariseus e a saga das perguntas começou novamente, especialmente porque era sábado. Não bastando o interrogatório com o homem curado, chamaram também seus pais para confirmar o que tinha acontecido.

Jesus bugou o cérebro dos fariseus porque depois de tantas perguntas e terem constatado que de fato aquele homem era cego e agora enxergava, concluíram que então Jesus era pecador (porque a cura aconteceu num sábado) e digo que o cérebro bugou porque de novo eles perguntaram “mas como isso aconteceu mesmo”? O homem se irritou e disse que já tinha contado como tinha acontecido e finalizou “se é pecador não sei, o que sei é que era cego e agora vejo”.

Bom, essa é a história e quero destacar que um cara que passou a vida cego, teve contato com o salvador que trouxe cura não só para cegueira física, mas também para a cegueira espiritual, sei disso porque ele passou a enxergar o que supostamente os fariseus deveriam ver, as realidades do Reino de Deus.

O cego que não enxergava viu as verdades espirituais e os fariseus que enxergavam estavam cegos espiritualmente. Leiam o diálogo e vocês vão perceber com quem estava a sabedoria.

Essa é a beleza do evangelho, parece loucura para os que se dizem sábios e alcança os de coração vulnerável (1 Coríntios 3:18; Salmos 34:18).

A pergunta que fica é: quem sou eu nessa história?

1. Aquele que não consegue ver além do padrão formatado, que não enxerga as maravilhas do Pai se não acontece da maneira que entende ser o “correto”, que está mais preocupado com as regras?

2. Ou o vulnerável que reconhece que os caminhos do Senhor são muito maiores do que os nossos, que reconhece que precisa de ajuda e consegue reconhecer os movimentos de Jesus mesmo que sejam fora do esperado?

A melhor maneira de saber se estamos decifrando direito é desenvolvendo um relacionamento íntimo com o criador onde ouvimos a voz do bom pastor e seguimos mesmo sem entender. Damos glória a Deus Pai por cada centímetro da nossa vida sem questionar o método.

Apenas conhecer de maneira racional Jesus e seu Reino não te faz íntimo de Deus e com isso te faz cego para aquilo que Ele faz. Viva as realidades do Reino de Deus através da fé e confiança naquele que fez o céus e a Terra e que o Espírito Santo traga cada vez mais entendimento espiritual (revelação) e a cada revelação você possa dizer: “uma coisa eu sei, eu era cego e agora vejo”.

“O homem respondeu: — Eu já disse, e vocês não acreditaram. Por que querem ouvir isso outra vez? Por acaso vocês também querem ser seguidores dele? Então eles o xingaram e disseram: — Você é que é seguidor dele! Nós somos seguidores de Moisés. Sabemos que Deus falou com Moisés; mas este homem, nós nem mesmo sabemos de onde ele é. Ele respondeu: — Que coisa esquisita! Vocês não sabem de onde ele é, mas ele me curou. Sabemos que Deus não atende pecadores, mas ele atende os que o respeitam e fazem a sua vontade. Desde que o mundo existe, nunca se ouviu dizer que alguém tivesse curado um cego de nascença. Se esse homem não fosse enviado por Deus, não teria podido fazer nada. Eles disseram: — Você nasceu cheio de pecado e é você que quer nos ensinar? E o expulsaram da sinagoga. Jesus ficou sabendo que tinham expulsado o homem da sinagoga. Foi procurá-lo e, quando o encontrou, perguntou: — Você crê no Filho do Homem? Ele respondeu: — Senhor, quem é o Filho do Homem para que eu creia nele? Jesus disse: — Você já o viu! É ele que está falando com você! — Eu creio, Senhor! — disse o homem. E se ajoelhou diante dele.”
‭‭João‬ ‭9:27-38‬ ‭NTLH‬‬

Custei a aprender de onde vem a honra

Sabe a diferença entre entendimento e revelação? Entendimento é quando você lê, tem uma compreensão do texto, tira lições dele, mas não é como se todas as fichinhas da maquininha de casino caíssem de uma vez. Revelação sim é essa sensação de “yes!”, “agora faz sentido”, usávamos a expressão “caiu a ficha” (mas esse expressão tem a ver com ficha de orelhão que nem existe mais faz uns bons anos kkkk). Revelação é a sensação de entrar num quarto escuro e acender a luz. Enfim, não é sobre isso que quero falar, apenas foi uma introdução para dizer que foi uma revelação para meu coração.

Sempre soube que honra era algo que deveria esperar de Deus e não de pessoas, mas quando essa semana lendo mais uma vez Mateus 6, percebi que o capítulo inteiro fala sobre fazer as coisas em secreto, até o tesouro mais valioso de todos é aquele que não podemos ver e esse Jesus diz para acumularmos, alguma chave mudou dentro de mim e de fato acendi a luz do meu quarto escuro.

Não precisamos e não devemos fazer as coisas para sermos vistos e então sermos honrados. Tem algo muito errado quando buscamos a aprovação de homens.

Desde a ajuda que damos, a oração que fazemos, o perdão que estendemos, o jejum tudo deve ser feito sem holofotes. O holofote traz a atenção pra nós, enquanto o secreto revela o nosso íntimo.

O caminho do Reino de Deus é contrário a busca da honra de homens. A maior e melhor honra vem de Deus e o tesouro mais valioso está em seu Reino.

Fico pensando o quanto isso é revelador e o quanto ainda não suprimos nossas carências no Criador.

Esse é o capítulo que talvez mais tenta te falar que Deus vê tudo, isso é revelador porque utilizamos essa frase normalmente para colocar medo sobre algo que possamos estar errando, mas isso tem a ver com uma atitude de pai amoroso que presta atenção em seus filhos e tem orgulho quando esses expressam seu amor sem buscar nada em troca, apenas o olhar de aprovação do Pai. Isso é muito recompensador.

Parece algo tão óbvio e até é! Mas quando isso se tronar revelação ao seu coração talvez parte de suas crises não existam mais.

Você tem buscado ser honrado por homens ou tem se contentado com a honra vinda do nosso Pai?

Textos:

  1. Mateus 6:1-4: fala sobre ajudar sem anunciar, o que a mão direita faz, a esquerda não precisa ficar sabendo
  2. Mateus 6:5-8: orar em secreto, não é a exposição que nos faz ser ouvidos
  3. Mateus 6:16-18: jejuar sem aparência de piedade para que não gere perguntas, ou seja, sem alarmes
  4. Mateus 6:19-24: cultivar tesouro e acumular tesouro que não pode ser destruído. Tesouros do céu

Cristo vive em mim

Marcos 8:33-38

“Aí Jesus chamou a multidão e os discípulos e disse:

— Se alguém quer ser meu seguidor, que esqueça os seus próprios interesses, esteja pronto para morrer como eu vou morrer e me acompanhe. 35 Pois quem põe os seus próprios interesses em primeiro lugar nunca terá a vida verdadeira; mas quem esquece a si mesmo por minha causa e por causa do evangelho terá a vida verdadeira.36 O que adianta alguém ganhar o mundo inteiro, mas perder a vida verdadeira? 37 Pois não há nada que poderá pagar para ter de volta essa vida. 38 Portanto, se nesta época de incredulidade e maldade alguém tiver vergonha de mim e dos meus ensinamentos, então o Filho do Homem, quando vier na glória do seu Pai com os santos anjos, também terá vergonha dessa pessoa.”

Enquanto conversava com uma pessoa sobre o texto de Marcos 8, pensei como poderia explicar o que significa viver uma vida em Cristo. But first things first, como cristã creio que quando temos um encontro com Jesus as coisas não ficam mais as mesmas, recebemos o Espírito Santo e esse nos capacita a uma nova vida.

Explico assim, imagine que você, por algum motivo, precisou receber uma nova identidade. Já assistiu filmes em que o FBI arruma uma nova identidade para quem precisa ser protegido? Pois é, imagina que você é essa pessoa que recebe tudo novo, uma identidade nova, uma genealogia nova, um lugar novo, uma história nova. Aí eles te proíbem de ter contato com qualquer pessoa ou coisa que te remeta a vida antiga, porque isso pode causar a sua morte. Quem tem que morrer é a vida antiga e não você, essa é a ideia quando alguém recebe proteção.

Com Jesus é a mesma coisa, quando morremos para nós e nascemos para ele, ou seja, quando decidimos ser seus seguidores, significa que viveremos a vida dele, morremos para o pecado e ressuscitamos para a vida. Quando recebemos sua vida, recebemos uma nova identidade, uma nova vida, uma nova filiação, a nossa vida antiga não deve exercer, ou pelo menos não deveria exercer, nenhuma influência sobre nós. Vemos isso no texto de Romanos 6:

“4Assim, quando fomos batizados, fomos sepultados com ele por termos morrido junto com ele. E isso para que, assim como Cristo foi ressuscitado pelo poder glorioso do Pai, assim também nós vivamos uma vida nova. 5Pois, se fomos unidos com ele por uma morte igual à dele, assim também seremos unidos com ele por uma ressurreição igual à dele. 6Pois sabemos que a nossa velha natureza pecadora já foi morta com Cristo na cruz a fim de que o nosso eu pecador fosse morto, e assim não sejamos mais escravos do pecado. 7Pois quem morre fica livre do poder do pecado.” (grifo meu!)

Portanto, se você recebeu uma nova vida, mas vive em função da sua velha vida, algo está errado, muito errado. Devemos buscar a vida e não a morte, buscamos vida quando buscamos Jesus, buscamos a morte quando buscamos satisfazer os nossos próprios desejos. Nossa natureza não é mais o pecado, mas sim a vida, porque Cristo é quem vive em nós, então porque viver em função do eu pecador e não da aliança com Cristo?

Faça a pergunta a si mesmo, quanto tenho visitado minha velha natureza, o quanto isso tem exercido força na minha vida? Peça para que o Espírito Santo se revele a você e que na graça concedida a nós, você receba a liberdade pela qual Jesus te libertou e viva pela vida que ele te deu.

Sobre Mulheres

Sou uma pessoa bem reflexiva e no que diz respeito a alguns assuntos, sou mais ainda. Talvez porque me incomoda a mentalidade que pensamos não ter, mas que temos!

Escutei numa palestra que nosso cérebro é como um iceberg, onde o consciente é aquela parte pequenina e o subconsciente a parte grandona, escondida. O fato é que muitas vezes agimos e reagimos de acordo com a parte escondida. E quanta coisa há ali hein! Normalmente nossas ações dizem aquilo que a gente acha que NÃO pensa.

Quem me conhece sabe que um dos temas que me incomoda é “mulher”, me incomoda tanto que já disse que deveria ter nascido de cueca e não calcinha kkkkkk Isso não tem nada a ver com um desejo oculto de ser homem, mas com um desejo de ser ouvida e ser “relevante” como um homem. Me incomoda mais porque, como igreja, agimos para reforçar como há desigualdade entre homens e mulheres, falamos que pensamos ser iguais, mas agimos de forma contrária. Temos discursos que “provam” essa desigualdade, reafirmamos a maldição de Eva: “…. você vai querer agradar seu marido, mas ele governará você”(Gênesis 2:16b) Ou seja, tratamos a mulher como uma categoria secundária. Mulher é ouvida de faz de conta, pensamos que mulher é boa apenas na cozinha e com crianças. Mas peraí, em Jesus todas essas maldições e toda a separação não foram colocadas na cruz????? A resposta é sim e deveríamos viver como pessoas livres que manifestam o que Jesus nos trouxe. Afinal, Paulo disse que não havia mais categoria escravo/livre, homem/mulher. Isso nos coloca em igualdade.

Como igreja deveríamos ser exemplo para a sociedade de como tratar uma mulher, exemplo de como não subjugar, exemplo de como utilizar o que ela tem que COMPLETA o homem.

Uma chave sem fechadura não tem utilidade, ou pelo menos não se obtém o que ela foi criada para, seu papel não será completo sem a fechadura. O mesmo serve para o homem, ele nunca obterá seu máximo sozinho, ele precisa, se quiser ser o máximo, do que a mulher tem a oferecer (e não to falando sobre cozinha, crianças e lavar cuecas). Homem precisa da visão sensível da mulher, precisa da sua habilidade de pensar e fazer várias coisas ao mesmo tempo, precisa da sua sabedoria, do seu desprendimento, da sua reflexão, entre outras qualidades.

Homens, vocês não tomam melhores decisões e nem são melhores porque são focados. Mulheres, não somos melhores ou temos melhores soluções porque pensamos em mil coisas ao mesmo tempo. Somos iguais e contribuímos quando trabalhamos juntos!

Igreja, vamos acordar e ser o reflexo de Jesus na terra e ser de fato algo em que a sociedade possa se inspirar!

Textos que me inspiraram essa manhã: (os grifos são meus)

“O mesmo vale para vocês, esposas: sejam boas esposas, cada uma para o seu marido, atentas às necessidades deles. Há maridos que, mesmo indiferentes à Palavra de Deus, poderão ser cativados pela vida da beleza santa de vocês. O que importa não é a aparência exterior — o estilo do cabelo, as joias, o corte da roupa —, mas sim sua atitude interior.

Cultivem a beleza interior, do tipo gracioso e gentil que agrada a Deus. As mulheres santas de antigamente eram lindas na presença de Deus desse modo e eram boas e leais aos maridos. Sara, por exemplo, tratava Abraão como “meu querido marido”. Vocês serão verdadeiras filhas de Sara se fizerem o mesmo, sem ansiedade e sem acanhamento

O mesmo vale para vocês, maridos: sejam bons maridos, cada um para a sua esposa. Não deixem de honrá-las nem de se alegrar com elas. Sendo mulheres, elas não têm alguns dos privilégios de vocês. Mas na nova vida sob a graça de Deus vocês são iguais. Portanto, tratem a esposa iguais a vocês, para que suas orações não sejam daquelas que nem passam do teto.” (1Pedro 3:4-7 A Mensagem)

“Fico feliz por saber que vocês continuam a se lembrar de mim e a me honrar, guardando as tradições da fé que ensinei. Toda autoridade verdadeira vem de Cristo. 

No relacionamento conjugal, existe autoridade da parte de Cristo para o marido e da parte do marido para a esposa. A autoridade de Cristo é a autoridade de Deus. Qualquer homem que fala com Deus ou sobre Deus sem respeito pela autoridade de Cristo está desonrando o Senhor. E a esposa que fala com Deus sem respeito para com a autoridade do marido está desonrando seu marido. Pior ainda, está desonrando a si mesma — uma cena lamentável. É como se estivesse com a cabeça rapada. Essa é a origem do costume de a mulher cobrir a cabeça no culto, enquanto o homem tira o chapéu. Com esses atos simbólicos, homens e mulheres, que muitas vezes batem de frente um como outro, submetem sua “cabeça” ao Cabeça: Deus.

A propósito, não valorizem demais as diferenças entre homem e mulher. Nem o homem nem a mulher podem caminhar sozinhos ou reivindicar prioridade. ” (1Coríntios 11:1-10 A Mensagem) 

 

Vulnerabilidade

Vivo numa sociedade cheia de opiniões. A maioria “sabe” o que é melhor pra ela, para o Joaquim, para a Maria, para o João e para todo o planeta. Opiniões, opiniões e mais opiniões. Nossa, cansei de tanta opinião hahahahaha.

Mas no que diz respeito a cidadania que sirvo (cidadania do céu), só existe uma opinião e a opinião é essa “Deus que é o criador de tudo pode determinar o que é moralmente correto e tem a liberdade de estabelecer limites para nossa conduta  e isso choca nossa cultura arrogante”. Enquanto nos debatemos e nos matamos por opiniões, Jesus fala:

“Abençoados são vocês, quando nada têm para oferecer. Quando vocês saem de cena, há mais de Deus e do seu governo”

“Abençoados são vocês, quando sentem fome de verdade. Ele é comida e bebida – é alimento incomparável”

“Abençoados são vocês, que sofrem por terem perdido o que mais amavam. Só assim poderão ser abraçados por aquele que é a fonte de toda a alegria”

(Mateus 6:20-21)

Depois de anos, Paulo diz “Como resumir tudo isso? Todos os que não pareciam interessados no que Deus estava fazendo, na verdade abraçaram o que Deus fazia quando ele endireitou a vida deles. E Israel, que parecia tão interessado em ler e falar sobre o que Deus estava fazendo, distanciou-se de Deus. Como puderam se distanciar? Porque em vez de confiar em Deus, eles assumiram o controle. Estavam envolvidos no que eles mesmos faziam, tão envolvidos nos seus “projetos de Deus” que não perceberam Deus à sua frente, como uma pedra no meio da estrada” (Romanos 9:30-32)

O que eu tenho aprendido sobre tudo isso? Opinião não nos leva a caminhos direitos, religião traça um caminho paralelo e nos distancia de Deus.

Vulnerabilidade e disponibilidade nos leva a conhecer e experimentar o Criador de Todas as coisas, o Todo-Poderoso. Não encontramos Deus em nossa arrogância ou na nossa lista de opiniões, encontramos Deus em nossa vulnerabilidade, quando ninguém mais pode dar resposta.

Meus encontros mais profundos foram em meio ao caos, não que seja legal o caos, mas ele nos coloca num nível de abertura surpreendente. Encontrei Jesus nos momentos mais difíceis e hoje desfruto de sua companhia. Não vivo mais no caos, mas vivo com aquele que me encontrou no caos.

Santo? Como assim?

Uma nota sobre meus escritos, primeiro tem a ver comigo, depois reflito e reparto com vocês. Dito isso, vamos ao que realmente interessa kkkkk.

Como sempre, sou impelida a pensar num determinado tema por determinado tempo. Por que? Não sei, talvez eu seja um pouco lenta para compreender as coisas 🙂 Há umas 2 semanas, I guess, tenho refletido sobre a santidade e majestade de Deus. Li um texto que dizia que quando Moisés foi preparar o povo pra encontrar com Deus, uma das recomendações era não tocar no “pé” do monte, do contrário, seriam fuminados. Sabem o que é isso? Ser morto por não ser digno de tocar o mesmo monte que o Todo-Poderoso está? Outra passagem, e esta está em Isaías 6:1-7, diz que Isaías viu o Senhor na sala do trono e seu manto cobria toda a sala, em cima tinham 6 querubins com 6 asas cada um, onde 2 asas cobriam o rosto, 2 cobriam os pés e 2 os mantinham voando, eles cantavam “Santo, Santo, Santo é o Senhor Todo-Poderoso; a sua presença gloriosa enche o mundo inteiro”. Isaías ficou tão chocado que falou “ai de mim! Estou perdido! Pois os meus lábios são impuros. E com meus próprios olhos vi o Rei, o Senhor Todo-Poderoso!”. Depois disso, um dos Serafins tocou o lábio de Isaías com uma tenaz (uma brasa) e disse “agora que esta brasa tocou os seus lábios, as suas culpas estão tiradas, e os seus pecados estão perdoados”. Enfim, esse texto rodeou minha mente até ontem. Quando estava adorando a Deus, comecei a declarar sua santidade e me perguntar sobre a magnitude desse Deus e como era possível termos acesso a algo tão grande e poderoso. Nessa momento de adoração e oração e contrição, tive uma visão (pelo menos é assim que chamo quando uma imagem me aparece do nada na mente).

Enquanto imaginava essa sala do trono, com o Deus Todo-Poderoso, com seu manto cobrindo todo aquele espaço físico, vi uma quantidade de sangue que escorria do trono e se espalhava pela sala. Era muito sangue porque o chão ficou todo vermelho. Perguntei pra Deus o que aquilo significava e o que escutei (chamo assim quando a resposta pra minha pergunta aparece em minha mente) foi: “Esse é o sangue do cordeiro, Jesus, o sacrifício vivo, com seu sangue aqueles que foram lavados recebem o mesmo benefício que Isaías teve quando foi tocado pela tenaz, ou seja, “as suas culpas estão tiradas, e os seus pecados estão perdoados”. Jesus, que está sentado a direita de Deus nos recebe através do seu sangue. Não tem outra maneira. Isso nos possibilita cantar com os anjos “SANTO, SANTO, SANTO É O SENHOR TODO-PODEROSO”.

Me arrepia! O Deus do monte Sinai desceu e conviveu entre nós, temos acesso ao Pai através do seu sangue, sangue que nos identifica, sangue que nos limpa e que nos dá um novo começo, uma nova vida, um novo espírito.

O Espelho – ainda sobre identidade

Há algumas semanas tenho refletido no texto de Romanos capítulos 6 a 8. Só pra você entender o porque desses capítulos específicos, comecei com o 8 porque alguns versículos sempre falam muito comigo (12-17), depois preparando um estudo li o capítulo 7 porque tinha a ver com o assunto e pra finalizar, na mesma semana estava lendo um livro que colocava o contexto do capítulo 7 junto com o 6. Ah, não posso esquecer que meu filho, que está viajando me mandou naquela semana alguns versículos de Romanos 8. Entendi que estava no lugar certo 🙂

Vou usar um espelho pra explicar o que quero dizer. A Bíblia diz que fomos criados a imagem e semelhança de Deus, quando olhávamos para o espelho, a imagem refletida era exatamente o que era. A humanidade era aquilo que o espelho refletia. Mas quando o pecado entrou na história, o espelho que recebemos foi igual aqueles engraçados que aumentam, diminuem a silhueta, ou seja, temos uma imagem distorcida de nós mesmos. E a partir da imagem que temos no espelho é que começamos a escolher nossas “roupas” e adivinhem, essas roupas ficaram horrorosas em nós, as escolhas foram péssimas.

Esses capítulos de Romanos falam daquele que veio e devolveu o espelho da imagem real e por isso nossas decisões não precisam ser mais baseadas no espelho distorcido. Temos liberdade de usar o espelho perfeito e fazer escolhas a partir dele. Uhuuuuuuu! Problema resolvido. Identidade devolvida!

Sabe qual tem sido o problema disso tudo? É que mesmo tendo o espelho perfeito, as vezes fazemos escolhas baseadas na imagem que temos do espelho distorcido. Que chato hein! Pois é, mas Romanos 8:1 diz “Com a chegada de Jesus, o Messias, o dilema fatal foi resolvido. Os que estão em Cristo não precisam mais viver numa nuvem escura e depressiva. Um novo poder está atuando. O Espírito da vida em Cristo, como um vento forte, limpou totalmente o ar, libertando vocês de uma tirania brutal nas mãos do pecado e da morte.” (A Mensagem)

Assuma sua identidade de um espelho que Jesus deu pra você e não tome decisões a partir de um espelho distorcido.

Lucas 6:26a (A Mensagem)

Tenho pensado em dois temas específicos: IDENTIDADE e ENCONTROS COM JESUS. Agora vou falar sobre o primeiro e em outra oportunidade sobre o segundo.

De acordo com a Bíblia, fomos feitos a imagem e semelhança de Deus, mas num determinado momento fomos corrompidos pelo PECADO, ou seja, o que era perfeitamente formado ficou deformado. Pensa num computador, quando compramos ele está perfeito, funcionando como esperamos que o faça, mas se por um acaso o sistema é afetado por um vírus, o que acontece? O computador fica corrompido e começa a fazer coisas que quando você comprou não esperava, como por exemplo, expor seus dados (Não entendo muito de sistemas, mas sei que o estrago pode ser grande com um vírus rsrsrs). Aí você chama um técnico e ele restaura seu computador e ele volta a funcionar como você espera e gostaria. Isso o livra de pegar novos vírus? Mesmo estando com um antivírus, o risco de corromper ainda existe, certo?

Sobre identidade, o computador deixou de ser computador porque pegou um vírus? O seu propósito foi mudado por conta disso, alguém conhece o computador pelos sintomas virais? NÃO.

Pois é, nossa identidade é mais ou menos isso. Quando Deus nos criou, éramos perfeitos, nos relacionávamos perfeitamente, tudo funcionava bem, até que o vírus (pecado) entrou e estragou, mas deixamos de ser a imagem e semelhança de Deus? Perdemos a nossa origem? Não, mas assim como um computador precisou de um técnico, nós precisamos de Jesus para reencontrar o propósito ao qual fomos criados. Aqueles que receberam Jesus e seu Espírito foram restaurados e os estragos causados pelo pecado foram resetados, não precisamos mais agir como se nosso sistema estivesse afetado, porque somos regidos pelo sistema perfeito e o Santo Espírito (anti vírus) nos capacita a uma vida com um “funcionamento perfeito”.

Jesus fala assim em Lucas 6: 26: “Coitados de vocês que dependem da aprovação dos outros, sempre preocupados em agradar a todos. Essa escravidão compromete a sinceridade”, entre os versículos 35-36 ele fala  “assumam sua identidade, criada por Deus. Procurem imitá-lo”.

É simples, se Jesus é aquele que estava no princípio e se através dele tudo se fez e como disse, a Bíblia fala que fomos feitos a imagem e semelhança deles (trindade), podemos imitar o Deus que se fez homem e habitou entre nós. Temos uma referência.

Nossa identidade está em Jesus, não precisamos nos comportar como a sociedade dita que façamos, nem precisamos ficar escravos de nosso passado e de nossas vergonhas. Porque agora, aqueles que estão em Cristo vestem roupas novas e são novas criaturas. Somos aceitos, somos amados, somos filhos e filhas que podem se relacionar com o Deus Eterno.

Tipo isso!!!!!!!!