OUVI O BARULHO DA FECHADURA. Quem pede, recebe. Quem procura, acha.

Não sou uma escritora nata, aliás na escola a matéria que menos gostava era redação, cheguei ao cúmulo de pedir para uma amiga escrever uma redação num dia de prova (não façam isso porque é errado), mas uma coisa é escrever uma redação sobre um assunto aleatório, normalmente sobre temas que não me interessam. Outra coisa bem diferente é escrever sobre o que o meu coração queima e nesse caso, tirando as pontuações que as vezes erro, sempre tenho bons feedbacks sobre a minha escrita. Enfim, tudo isso pra falar que escrevo de um lugar de vivência, inspiração e revelação.

E nesse contexto quero contar o quanto estou extasiada com alguns encontros que tive com Jesus e como esse texto de Lucas 11:5-13 fez sentido pra mim (vá ao final do texto e leia a referência ou abra sua Bíblia antes de continuar a leitura). Quando resolvi escrever, a primeira frase que veio na cabeça foi: “o que pede, recebe. O que procura acha” e depois uma história sobre uma pessoa insistente. Quando fui pesquisar na Bíblia, pra minha surpresa esses textos estavam juntos.

Todos nós somos travados de alguma maneira, todos nós temos bloqueios que por vezes nos paralisam e nos deixam andando em círculos e comigo não é diferente. Tenho vários bloqueios e alguns deles me deixam estagnada. Por muito tempo isso não me incomodou, mas de alguns poucos anos pra cá, convivendo com pessoas desbloqueadas nas minhas áreas bloqueadas, comecei a me questionar porque era daquela maneira, porque meu comportamento rodava, rodava e era sempre o mesmo. Comecei então a orar sobre isso, comecei insistentemente a pedir que o Pai me revelasse o que estava errado. Passei um tempão insistindo, recebia palavras, pessoas oravam comigo, mas eu de fato não conseguia ver onde Jesus estava em tudo aquilo. Passou o tempo, continuei pedindo, insistindo, insistindo, chorando, pedindo. E minha oração era justamente pra que eu encontrasse Jesus em áreas específicas. Fui conhecendo pessoas, lugares que sem saber estavam me ajudando nesse processo de busca por um encontro com Jesus. Mais orações, mais palavras, muitos questionamentos do porque Deus não atendia e eu sempre no mesmo lugar (pelo menos era o que pensava). O que não sabia é que estava vivendo esse texto.

Um dia, num sábado qualquer, debaixo do chuveiro, como um flash voltei no tempo e tive uma lembrança clara, de um momento específico na minha vida. Pensei: “opa, por que o Senhor me trouxe essa lembrança?”. No meu íntimo sabia que Deus tinha começado a mostrar que estava abrindo a porta, escutei naquele momento o “barulho da fechadura” (referência ao texto bíblico). Naquela semana eu estava me preparando para um retiro que tinha o nome de PENIEL (pra quem não sabe, esse foi o nome dado por Jacó ao lugar que ele encontrou Deus). Falei quase que em voz alta “será que as minhas respostas serão dadas nesse lugar?”. Estava com muita expectativa por esse momento.

Resumindo a história porque é muito grande e intensa. Esperei uma semana, comecei a orar e crer que minha resposta estava no “Peniel”. Fui vivendo cada minuto naquele lugar com encontros muito profundos com Jesus, mas dentro de mim falava “obrigada Jesus por me encontrar muitas vezes nesse lugar, mas só tem uma coisa que ainda não aconteceu, o desfecho daquela história do chuveiro, será que não ouvi a maçaneta, será que me enganei? Não tem problema, já estou muito grata por tudo o que vi e vivi”. O encontro estava terminando, era a última sessão, o clima já era de encerramento, foi quando numa história comum (nem tanto), contada pelo preletor, que uma luz começou a acender em mim e pensei, coisas que acontecem em frações de segundos, ele está falando sobre Deus Pai (meus questionamentos tinham a ver com Deus e sua figura paterna), olhei na apostila e vi que realmente era aquilo (sei lá porque até aquele momento não tinha percebido). O assunto foi afunilando e meu coração começou a queimar 🔥 uma frase, nos últimos segundos, um olhar, que parecia ser direcionado a mim, tive a resposta para meus questionamentos. Deus me respondeu com a presença do Espírito Santo que me revelou por completo todos os meus questionamentos do chuveiro. Uma frase! Fiquei tão grata e ao mesmo tempo tão chocada que passei a semana “ruminando” aquilo. Saí extasiada porque a porta foi aberta não apenas uma vez, mas várias vezes. Sim, eu tinha escutado o “barulho da maçaneta” naquele chuveiro.

Pra finalizar quero dizer que apenas em encontros com Jesus, através de uma revelação do Espírito Santo conseguimos ver como que sem venda nos olhos ou como quem usa óculos no grau certo. Jesus nos dá uma visão clara sobre Ele, sobre nós. Se você pedir um encontro com Jesus, como diz o texto, nosso Pai do céu nos dará o Espírito Santo.

Eu tive esse encontro, a minha porta foi aberta e Deus me deu o Espírito Santo.

Deus é real e se procurarmos vamos achar, se buscarmos vamos encontrar.

Ao invés de murmurar, sentar na calçada e chorar, viva uma vida de amizade com Deus porque Ele é quem tem as respostas para o que você está buscando e isso preenche nosso espírito e nossa alma e deixa nosso rosto radiante.

“Então Jesus disse aos seus discípulos: — Imaginem que um de vocês vá à casa de um amigo, à meia-noite, e lhe diga: “Amigo, me empreste três pães. É que um amigo meu acaba de chegar de viagem, e eu não tenho nada para lhe oferecer.” — E imaginem que o amigo responda lá de dentro: “Não me amole! A porta já está trancada, e eu e os meus filhos estamos deitados. Não posso me levantar para lhe dar os pães.” Jesus disse: — Eu afirmo a vocês que pode ser que ele não se levante porque é amigo dele, mas certamente se levantará por causa da insistência dele e lhe dará tudo o que ele precisar. Por isso eu digo: peçam e vocês receberão; procurem e vocês acharão; batam, e a porta será aberta para vocês. Porque todos aqueles que pedem recebem; aqueles que procuram acham; e a porta será aberta para quem bate. Por acaso algum de vocês será capaz de dar uma cobra ao seu filho, quando ele pede um peixe? Ou, se o filho pedir um ovo, vai lhe dar um escorpião? Vocês, mesmo sendo maus, sabem dar coisas boas aos seus filhos. Quanto mais o Pai, que está no céu, dará o Espírito Santo aos que lhe pedirem!”
‭‭Lucas‬ ‭11:5-13‬ ‭NTLH‬‬

Cuidado com o que fala

“Não digam palavras que fazem mal aos outros, mas usem apenas palavras boas, que ajudam os outros a crescer na fé e a conseguir o que necessitam, para que as coisas que vocês dizem façam bem aos que ouvem.” Efésios 4:29 NTLH

Teve uma época da vida que eu era muito irritadiça, quando eu digo muito, é muito mesmo. Me irritava com pessoas, com redes sociais, com qualquer coisa que me deixava indignada. Aliás é isso, tinha um nível de indignação surreal dentro de mim. Até que um dia vi uma postagem de uma amiga, ela nem sabe, que mexeu muito comigo e me senti envergonhada com esse jeito e necessidade de expressar sempre meus pensamentos. A partir daquele dia tomei algumas medidas e decidi que não seria mais assim.

Estou contando isso porque apesar dessa minha indignação constante e necessidade de ter sempre algo para falar ou uma resposta na ponta da língua, de forma consciente pensava: “cuidado com as palavras, não use nenhuma que depois se arrependa”. Isso acontecia principalmente dentro de casa, afinal sou de uma geração que não sai falando o que quer para as pessoas sem pensar antes, o “falo a verdade mesmo” ia até um certo limite.

Quantas vezes tinha atrito em casa e as palavras que diminuíam viam na ponta da língua e eu as engolia, quantas vezes evitei em falar com amigos sobre meu marido para que esses não ficassem com raiva junto comigo, pensava que no futuro isso poderia ser ruim. Quantas vezes pensei muito antes de falar qualquer coisa para meu filho para de forma nenhuma diminuí-lo. Esses dias mesmo estava tomando café e no caixa da cafeteria tinha uma mãe com um filho adolescente, o filho descuidado pegou um salgado na mão e logo derrubou no chão, a mãe indignada logo falou: “você não sabe fazer nada direito”. Eu fiquei tão chocada e triste, como uma mãe fala isso para um filho?

Temos que diariamente tomar cuidado com nossas palavras porque estas podem construir ou destruir, podem animar ou desanimar, levar ou tirar esperança. A Bíblia nos adverte sobre isso em vários textos. Na carta de Tiago a língua é comparada com uma chama de fogo que pode incendiar uma floresta, fala também que bênção e maldição podem vir do mesmo lugar (Tiago 3: 2-12).

No versículo de Efésios diz para usarmos palavras boas que ajudam os outros a crescer, que façam bem. Poderia citar muitos outros versículos bíblicos a respeito desse assunto, mas vou ficar com esses.

Cuide daquilo que sai da sua boca e construa pontes ao invés de muros, levante pessoas ao invés de derrubá-las, gere vida e não morte.

Fale a verdade em amor. Termino com uma dica em comunicação, seguindo o princípio do versículo que usei no começo a ideia é não usar palavras que fazem mal ao outro, que tragam ideia de desprezo ou que rebaixem. Para não ter erro, ao invés de falar “você é isso” ou “você é aquilo”, fale dos seus sentimentos, por exemplo, “quando você faz ou fala ………., me sinto……”. Pratique, tenho certeza que começara a construir pontes e gerar vida ao seu redor.

Lições do COVID 5: Não existe milagre pela metade

Quando Deus faz algum milagre, pode escrever que não é pela metade. Se ele cura, ele cura, se salva, salva, se ressuscita, ressuscita, se transforma, transforma. Não tem nada pelo meio do caminho.

Quem acompanhou a série de textos sobre as lições do COVID viu que o Anselmo literalmente foi ressuscitado, livrado da morte. Foi uma semana extremamente difícil para todos, especialmente para ele que demorou a melhorar. A ansiedade tomou conta e o quadro foi se agravando.

Devido a tudo o que vinha escutando durante a semana, pensei que ele demoraria pra sair do hospital, afinal depois de tanta instabilidade achei que levaria um tempo até terem segurança de mandá-lo para casa.

O fato é que fui surpreendida com a ligação de que ele teria alta, era um sábado pela manhã, dia ensolarado, céu de brigadeiro. Dia lindo e feliz, afinal é isso que um céu aberto demonstra pra mim, alegria, felicidade.

Ansiosa saí de casa, passei numa casa de bolos e comprei os dois mais gostosos para deixar de presente para a equipe que tinha cuidado dele com tanta dedicação, não sabia como agradecer, resolvi adoça-los! Deixei os bolos com o responsável e fiquei ali, em pé, aguardando ansiosamente sua saída.

Na minha cabeça ele sairia como todos, de cadeira de rodas porque o COVID enfraquece tanto que a pessoa perde a força do músculo e tanto pensei isso que orei por uma vaga na frente do hospital para que eu não precisasse parar naquela rampa que normalmente as ambulâncias param… Consegui! A rua estava lotada, mas a minha vaga estava lá (ainda bem que sou boa no volante porque precisava fazer baliza).

Voltando, estava eu em pé aguardando e de repente o Anselmo surge do meu lado direito, andando, com sua mochila nas costas, jaqueta nos braços. Nem parecia aquela pessoa debilitada que estava falando comigo todos aqueles dias. A sensação que eu tive é que não estava buscando um convalescente, mas como muitas vezes faço, parecia que tinha ido buscá-lo no aeroporto. Sabe quando a pessoa surge naquela porta automática? Foi isso, aquela imagem de alegria, a mesma alegria de quando ele chega de uma viagem de negócios. Ele estava impressionantemente bem! Ele andou, ele falou, chegando em casa ele comeu o almoço que nosso filho fez, interagiu. Era meu marido de volta, inteiro!

E para completar, uma de suas preocupações era que eu pegasse o COVID, na cabeça dele não aguentaria caso eu passasse por tudo o que ele passou, seria demais. Durante toda a semana a pergunta era: “você está bem?”, “Mor, não mente pra mim, você realmente está bem?”. Chegou um dia que falei, “estou bem!!!! Você que que eu repita o teste para saber?”, foi então que fiz mais uma vez aquele teste horrível do cotonete, meu Deus que horror! Mas com a graça de Deus deu negativo, não estava contaminada. Passaram alguns dias e as perguntas continuaram e a preocupação também, pensei “vou fazer um último teste, dessa vez de sangue porque já passou o período, faz fiz 2 testes do nariz e nada, vou finalizar com o de sangue pra fechar”. Foi então que marquei e fui fazer. Para minha surpresa a pessoa veio com o resultado e falou: “Você tem o resultado que todos gostariam, aqui mostra que você NÃO está com o vírus, mostra que você já é uma pessoa imunizada. Você já tomou a vacina?”. Eu disse que não tinha tomado, mas a minha felicidade era de quem tinha tomado.

Enfim, meu marido completamente curado e imunizado, eu imunizada pelo menos até que consigamos tomar a vacina. Não consigo ver um desfecho melhor. Deus é bom e faz tudo completo, nada com ele é pela metade! Quando eu peguei COVID? Desconfio que na época que meu pai internou porque esbocei alguns sintomas, mas não tive tempo pra isso e por conta de toda a situação eu já estava num isolamento. Deus cuidou do Anselmo, Deus cuidou de mim, Ele é soberano e tem endireitado as nossas veredas!

“Confie no Senhor de todo o seu coração e não se apoie em seu próprio entendimento; reconheça o Senhor em todos os seus caminhos, e ele endireitará as suas veredas.” Provérbios 3:5-6 NVI

“Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito.” Romanos 8:28 NVI

Lições do COVID 4: O Milagre

Todos os dias acordo 6 da manhã, normalmente desperto antes, mas meu relógio toca às 6h. Não me lembro se foi domingo ou segunda, acordei como de costume, fiz meu café e sentei na mesa para meu tempo com o SENHOR. Normalmente a primeira coisa que faço é ler a Palavra, busco em minhas anotações qual foi o último capítulo do livro que estava lendo e sigo em frente, nesse momento estou lendo Jeremias e Marcos, mas nessa manhã comecei diferente, fui impelida a orar primeiramente por meu marido. Costumo escrever algumas orações e a oração em questão foi a seguinte:

“Pai, neste lugar é que movo minha casa da areia pra rocha. Me encontra, me dá perspectiva, só o Senhor é Deus. Em ti temos abundância de vida e eu chamo a existência essa vida abundante para o Anselmo. O Senhor é Deus criador, o Senhor é dono do ar e eu peço o teu sopro de vida sobre ele nesse momento. Que os pulmões voltem a vida. Confio em ti, no teu amor e na tua proteção. Coloca teus anjos guardiões ao redor dele, enche aquele quarto com o teu ar, com a tua vida. Confio em ti, meu Porto Seguro.

Obrigada pela vida do meu marido, porque ele é em muitos aspectos a demonstração do Senhor pra mim aqui na terra. Eu te amo Senhor e amo ver o Senhor através da vida dele. Protege, salva e cura por amor do teu nome. Em nome de Jesus. Amém!”

Em seguida fiz tudo o que costumo fazer, inclusive meus exercícios físicos. Decidi não tomar banho logo depois, coisa que também está na rotina (sim, amo uma rotina) e desci para meu ateliê. Comecei a esboçar algumas coisas, mais uma vez orei quando de repente toca meu telefone, era do hospital avisando que o Anselmo tinha piorado e corria o risco de ir pra UTI. O restante desse dia conto no post “Lições do COVID 3”. Ok, essa foi a minha parte da história no dia do milagre.

Nesse mesmo dia, mais tarde o Anselmo me escreveu: “Jesus veio aqui essa noite”, mais do que depressa perguntei, “o que ele te disse”, sem forças para responder o que tinha acontecido, falou: “depois te conto”. Perguntei insistentemente nos dias seguintes e a resposta era sempre “te conto pessoalmente” e isso nem era de todo ruim porque significava que o prognóstico tinha melhorado e ele voltaria para casa. Os dias passaram e na quinta-feira, feriado de Corpus Christ, ele me contou resumidamente o que tinha acontecido. Os detalhes vou deixar pra ele contar, quero fazer um video porque é muito incrível encontrar Jesus.

A história foi a seguinte, diálogos de WhatsApp:

Eu: Saudades

Anselmo: Mor, está passando. Foi muito, mas muito difícil.

Anselmo: De domingo para segunda Jesus veio no quarto e me ressuscitou.

Eu: 😳 “Acho que era eu orando” (pareci Pedro quando não sabia o que falar no monte da transfiguração e falou qualquer coisa)

Anselmo: Me pegou nos braços. Colocou oxigênio

Eu: Que horrível por um lado, mas que maravilhoso por outro

Anselmo: Em meu último suspiro eu clamei. SOCORRO PAI QUERIDO

Eu: 😭

Anselmo: Eu não consigo. Ele me deu toda a estratégia a partir de então.

Eu: Mor, tem tanta gente clamando pela sua vida! É um exército. Não tenho dúvidas que você foi sustentado pelo clamor, Deus apareceu.

Anselmo: A médica de plantão disse que eles estavam me esperando na UTI

Anselmo: Foi horrível. Vi a morte, mas olhei para a luz que eu via e que me chamava.

Anselmo: Tinha uma caixa com todas as “m” que eu já fiz. E uma caixa azul de onde Jesus tirava as boas. Por último ele se levantou e disse que ele bastava.

Anselmo: Em meu coração testifiquei isso.

Anselmo: Bom, não acabou ainda, mas a Ele toda honra.

Anselmo: Eu amo Jesus!

Anselmo: Quando o sopro de vida se foi da minha vida, ele trouxe de volta.

Anselmo: Não tinha mais forças para nada amor.

Em um dia comum, Deus fez um milagre e foi o maior deles. Meu marido saiu da morte para a vida e melhor do que isso, duas caixas foram apresentadas, uma do acusador e outra que Jesus carregava com tudo o que era bom e com a fala de que Ele bastava. Jesus decidiu ficar com a caixa de coisas boas.

Concluo dizendo que uma vez que escolhemos Jesus, ele escolhe o que há de melhor em nós e descarta o que é pior, não precisamos mais carregar a caixa do acusador. Jesus nos basta, ele não é só a vida no espírito, mas também no corpo como ficou claro nesse lindo testemunho.

Lições do COVID 3: Há sabedoria nos conselhos

Sempre escutei que se conselho fosse bom não se dava, vendia. Mas a Bíblia fala justamente o contrário, quando não buscamos a sabedoria com os sábios, os planos podem fracassar.

Quando estamos no meio de uma guerra, especialmente quando emocionalmente envolvidos, nosso poder de julgar e decidir ficam afetados. As vezes no intuito de querer resolver algum problema, acabamos por causar outros.

No meio de todo o caos que estava vivendo, meu marido não apresentando melhora, pelo contrário piorando a cada dia, algumas questões foram levantadas diante de mim e eu precisava decidir. Era quase que decidir entre a cruz e a espada. Meu senso para julgar estava afetado, minhas emoções estavam afetadas, como decidir de forma assertiva? Foi nesse momento que me lembrei de Provérbios e das passagens que falam sobre pedir conselhos. Foi o que fiz, montei uma lista de transmissão com algumas pessoas, pessoas que não tinham uma opinião formada a princípio sobre o que eu precisava decidir e enviei uma mensagem. Utilizei alguns critérios:

1. Coloquei qual a decisão precisava tomar e mencionei minha incapacidade para julgar naquele momento

2. Pedi para que não me respondessem de forma imediata

3. Pedi que orassem e escutassem o SENHOR porque era ele que eu queria ouvir através daquelas pessoas, afinal eu não estava atrás de opinião e sim de conselho

4. Pedi uma resposta apenas quando tivessem escutado algo de Deus ou que tivessem algum insight

5. Deixei cada um livre para embarcar nessa ou não, para minha sorte todos aceitaram.

Quando buscamos o Senhor é Ele que nos responde, não foi diferente dessa vez.

Obtive resposta de todos e incrivelmente todos me fizeram as mesmas perguntas e mediante as respostas então chegaria ao que precisava. Alguns me enviaram mensagens, outros me ligaram, mas TODOS tinham a mesma palavra pra mim, ninguém decidiu por mim, mas me fizeram questionamentos que foram decisivos para que eu mesma tomasse uma decisão. Lembre-se, não havia pedido opinião e sim aconselhamento.

Decidi e fiquei em paz!

Nesse processo todo tenho lembrado de algumas Palavras, tenho sido desafiada a colocar em prática tudo o que no secreto tenho ouvido do SENHOR e ele, amorosamente tem respondido conforme prometeu.

É no secreto que se constrói caminho para vitória, muitas vezes não a temos porque nem sabemos como agir, dizemos não ter fé suficiente quando na verdade não conhecemos nosso Pai. Valorize seu tempo com Deus, construa uma vida pautada nesse lugar secreto.

E essa foi uma pequena lição de provérbios aplicada na vida prática.

“Onde não há conselho fracassam os projetos, mas com os muitos conselheiros há bom êxito.” Provérbios 15:22 ARA

“Não havendo sábia direção, cai o povo, mas na multidão de conselheiros há segurança.” Provérbios 11:14 ARA

“Com medidas de prudência farás a guerra; na multidão de conselheiros está a vitória.” Provérbios 24:6 ARA

Lições do COVID 2: Quando o pânico toma conta

“Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus.” Filipenses 4:6-7 ARA

Foi segunda de manhã quando recebi um telefonema do hospital que meu marido estava internado, era a médica. A princípio achei que seria apenas para passar informações que eu tinha solicitado, mas não era só isso uma vez que pacientes que estão no quarto recebem a visita dos médicos e os próprios pacientes enviam notícias para família, mas aquela manhã foi diferente.

A ligação da médica tinha sido porque o quadro tinha piorado, meu marido não tinha nem condições de me enviar notícias e por isso a ligação. O ponto do pânico foi quando ela falou que eles tentariam um procedimento para ver se melhorava a oxigenação, mas caso isso não acontecesse nas próximas horas o passo seguinte seria levá-lo para UTI. Finalizei a ligação, baixei minha cabeça, minha respiração começou a aumentar a frequência, eu estava tendo um princípio de crise de ansiedade, comecei a respirar fundo, estava chorando litros. Foi então que meu filho entrou e falou: “mãe, vamos dar uma caminhada? Você gosta de fazer exercício pra relaxar”, sem pensar duas vezes, disse: “vamos!”. Era como se eu estivesse tentando fugir daquele lugar de dor, pânico, preocupação. Fui chorando, mas fui! Ignorei qualquer ligação, mensagem, precisava encontrar meu ponto de equilíbrio.

Paramos o carro e começamos nossa caminhada, propus orarmos e então começamos. Oramos e oramos, mais a frente falei: “vamos declarar alguns salmos e palavras” e assim fizemos, salmos 103, salmos 91, salmos 121, o Pedro mencionou Gênesis e o poder de Deus para criar todas as coisas. Oramos novamente. No meio do caminho eu já não chorava mais, continuamos trocando palavras e orações conforme surgiam em nosso coração.

Foi então que a fé foi aumentando, a esperança se renovando, a mente voltando ao seu equilíbrio, o coração já não palpitava. Quando terminamos os 4Km já estávamos com a paz que excede todo entendimento. Comecei chorando, terminei em paz e a partir daquele momento não teve mais choro ou desespero, não tive mais medo, ao contrário a esperança cada vez mais aumentava.

Incrivelmente não recebi mais ligações do hospital naquele dia ou em outro, o que significou que o Anselmo não foi pra UTI, mesmo que lentamente começou a evoluir de forma positiva.

Como Deus é bom, não porque tudo se resolveu, até porque nesse momento que escrevo o Anselmo continua internado precisando melhorar os índices de oxigênio, mas porque Ele cuida de nós. Porque quando exercitamos o que ele nos propõe o resultado é exatamente o que Deus falou, é incrível porque aumenta ainda mais minha confiança. Deus não muda, sua palavra é verdadeira. Ele nos fez fortes e corajosos, precisamos apenas colocar isso em prática, exercer nossa fé e confiança.

Use as ferramentas que a Bíblia ensina, nesse caso foi colocar toda a minha aflição aos pés do Senhor e o que aconteceu foi exatamente o que diz que aconteceria, eu seria inundada pela paz que excede todo entendimento.

Pratique! Cresça! Use as tribulações como um meio de fortalecer seu caráter.

“lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós.” 1Pedro 5:7 ARA

Lições do COVID 1: O valor da palavra COMUNIDADE

Cresci em lar cristão, sou inserida no contexto de comunidade desde muito cedo. Na adolescência e começo da fase jovem adulta, junto com um grupo de amigos estudamos sobre a vida comum da igreja, descrita em Atos 2:42-47. Vivemos experiências incríveis, vendo desde muito cedo as maravilhas do Reino de Deus, dentre elas milagre, cura, libertação, salvação. Trabalhei voluntária e remunerada para missões e para o pastor que liderava nossa igreja. Toquei por mais de 20 anos numa banda cristã com pessoas que são meus amigos mais chegados que irmãos até hoje. Tudo para ilustrar o quanto esse mundo comunitário sempre fez parte da minha vida.

Com o passar dos anos conheci muitas pessoas, o pastor que nos liderava foi para outra cidade, nossa família foi para outra cidade, fizemos novos relacionamentos e experimentamos outras “comunidades”. E é nesse contexto que vivo hoje, fiz parte de uma primeira fase com um líder que foi de suma importância, uma segunda fase liderando com as mesmas pessoas formadas por esse primeiro líder e agora com parte da nossa vida em São Paulo com uma rede de amigos que se tornou nossa comunidade, nossa igreja.

Tudo isso pra dizer que hoje talvez seja uma das piores fases da nossa vida, porque é na doença, com a possibilidade da perda que experimentamos ou não tudo aquilo que na teoria era muito bonito, a tal da comunidade, o tal de chorar com os que choram, o tal do apoio em tempos de aflição, o famosos uns aos outros.

No dia da internação do meu marido, que estava com COVID e seu pulmão comprometido com não apenas uma infecção viral, mas também bacteriana, enviei mensagem para algumas pessoas: a família, o Pastor que nos discipulou, nos casou, batizou nosso filho e tantos outros eventos que nem caberiam aqui, nossos líderes em São Paulo e acho que só até então. E quando me dei conta, essas pessoas acionaram outras, que acionaram outras, de repente uma enxurrada de amigos/irmãos nos estendendo a mão, sendo práticos, orando, enviando audio. Tantas pessoas disseram que estariam disponíveis para o que minha família precisasse que acho que seria presa por aglomeração caso decidisse chamá-los para estar perto.

Não só isso, todos estão mais ansiosos do que eu pela recuperação, não desistem de orar, estão sempre com alguma palavra de encorajamento. Escrevo esse texto enquanto ele ainda está internado.

O que posso dizer é que o amor de Jesus tem sido expressado através dessas pessoas, em nenhum momento me senti sozinha ou desamparada, temos sido acolhidos, pessoas choraram comigo e vibraram comigo a cada pequena melhora e conquista. Descobri que a unidade do corpo de Cristo não está apenas num local, a unidade é do corpo que pode estar em diversas partes em termos geográficos. Sou muito grata por cada irmão que nesse momento difícil nos amou, aconselhou, acolheu, orou e esteve disposto a fazer o que fosse necessário.

Meu conselho: viva em comunidade, não deixe de congregar e Deus vai sempre agregar irmãos que entendem o que significa união e estes serão um apoio no dia da aflição.

“Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima.” Hebreus 10:25

“Queridos amigos, amemo-nos uns aos outros, pois o amor provém de Deus, e aqueles que amam mostram que são filhos de Deus e conhecem a Deus.” 1 João 4:7 NBV-P

Desgraçada ou Agraciada?

Pesado o título né? Mas quantas vezes nos sentimos uns desgraçados? Ou seja, sem graça alguma.

Estou vivendo um ano extremamente turbulento, muitas vezes me pego respondendo que está tudo bem para amigos realmente interessados, amigos mais chegados que irmão, quando na verdade a vida está um caos, apenas porque não quero que olhem pra mim e digam no seu íntimo: “essa é uma desgraçada, só acontece calamidade na vida”.

Mas hoje pela manhã em meio a mais um caos que nos ronda pensei: “desgraçada ou agraciada?”, lembrei da passagem de Tiago que diz: “Meus irmãos, a vida de vocês está cheia de dificuldades e de provações? Então, considerem isto motivo de grande alegria, porque, quando a sua fé é provada, a perseverança de vocês tem uma oportunidade de crescer. Portanto, deixem a perseverança crescer, agindo plenamente em vocês. Porque, quando a perseverança de vocês estiver afinal plenamente crescida, vocês estarão preparados para qualquer coisa, e serão fortes de caráter, íntegros, sem que lhes falte coisa alguma.” Tiago 1:2-4 NBV-P

Cheguei a conclusão de que o fato de passar por várias tribulações na verdade é graça e não desgraça, é oportunidade. No meio do caos temos a oportunidade de exercer a fé e a esperança que nos leva a perseverança. Quando nos colocamos debaixo da forte mão de Deus, com confiança, o resultado é um caráter forte, integridade, sabedoria, crescimento espiritual.

Temos medo, um gelo na barriga? Sim!!! Afinal estamos sendo espremidos, forjados, lapidados. Um filho pequeno se arrisca quando o pai fala “pode vir”, mas mesmo com medo se joga. É isso, vai mesmo com medo porque sabemos quem está nos segurando com a mão.

Só tem oportunidade de exercer fé quem passa por situações que exigem isso, então sinta-se um agraciado. Além disso, só aproveita a oportunidade e exerce fé na tribulação quem tem a convicção de que Deus é soberano sobre todas as coisas, quem o conhece, quem declara que em Jesus somos mais que vencedores porque ele mesmo venceu a morte. Não importa o desfecho de cada história, já somos vencedores em Cristo.

Finalizo dizendo que tem muitas coisas que nos fogem do controle e nessa hora é que podemos ver o agir de Deus em nós e o que podemos fazer? Paulo nos diz:

“Não se aflijam com nada; em vez disso, orem a respeito de tudo; contem a Deus as necessidades de vocês, e não se esqueçam de agradecer-lhe. Se fizerem isto, vocês experimentarão que a paz de Deus, que excede todo o entendimento, conservará a mente e o coração de vocês em Cristo Jesus.”

Filipenses 4:6-7 NBV-P

É um desafio porque temos a tendência de querer controlar tudo, mas para que tenhamos um equilíbrio emocional precisamos colocar TUDO diante de Deus, todas as aflições e em troca ele nos dará uma paz que excede nosso entendimento e uma mente e coração saudáveis.

Viva o processo segurando na poderosa mão de Deus. Aproveite a oportunidade e cresça!

Não tem atalho

“Eu quero que vocês me amem e não que me ofereçam sacrifícios; em vez de me trazer ofertas queimadas, eu prefiro que o meu povo me obedeça.” Oseias 6:6 NTLH

Já percebeu que temos a tendência de fazer o que é mais fácil? Usar atalhos, propor caminhos mais curtos. Não poucas vezes nos esquecemos do processo ou reclamamos ao ter que passar por ele. Estamos sempre em busca do que é mais fácil, sabemos o que devemos fazer e mesmo assim buscamos fórmulas que facilitem e não exija tanto esforço e tempo. Na vida com Deus não é diferente.

O caminho para Deus é descrito claramente desde a antiguidade, sendo dividido apenas entre antes e depois de Cristo.

Na primeira fase, como diz o texto de Oseias, o povo demonstrava seu amor por Deus através da obediência à lei descrita desde a época de Moisés. Cumprir o que Deus planejou demonstrava o amor do povo por Deus e isso os aproximava, enquanto que a cada desobediência Deus se afastava e o povo se lascava!

Na segunda fase, essa que vivemos agora, nos aproximamos de Deus tendo fé que Jesus, seu filho foi enviado, morreu e ressuscitou para fazer um caminho entre nós e Deus, isso nos torna povo, filhos de Deus e como povo de Deus agradamos à Ele também obedecendo seus mandamentos, a diferença é que só conseguimos fazer isso se estamos unidos com Cristo, assim como diz essa passagem da primeira carta de João:

“Porém, se obedecemos aos ensinamentos de Deus, sabemos que amamos a Deus de todo o nosso coração. É assim que podemos ter certeza de que estamos vivendo unidos com Deus: Quem diz que vive unido com Deus deve viver como Jesus Cristo viveu.” 1João 2:5-6 NTLH

Assim como no velho testamento, Deus não espera de nós sacrifícios, que significa esforço. Então, hoje o sacrifício não é matar um animal, mas tentar nos esforçar com boas ações para ver se isso nos aproxima de Deus. O esforço um dia cansa e também não dá certo porque o parâmetro de bom ou ruim é nosso e isso não faz um caminho até Deus, apenas nos coloca bem conosco mesmo. Pensamos que boas ações nos torna aceitáveis, mas o que nos torna aceitáveis é viver unidos com Cristo e assim conhecer a Deus e fazer a sua vontade. Viver como Jesus viveu!

Não use atalhos, fortaleça sua fé, invista no seu relacionamento com Deus através de Jesus, cultivando o Espírito Santo que vive naqueles que receberam Jesus como único salvador. O tempo foi Deus que nos deu e se dentro do que ele mesmo nos deu não reservamos uma porção pra ele, então não podemos dizer que o amamos. Estar unido com Cristo, conhecer-lo através da sua Palavra (Bíblia), ter uma perspectiva e consequentemente comportamentos condizentes com os valores do Reino é que nos fará mais perto de Deus. Não tem atalho!