A chave para entrar no Reino de Deus – Lucas 15

Antes de tudo, se você tem um Bíblia, leia Lucas 15 ou vá até o final desse texto e leia a transcrição da passagem.

Existe uma palavra chave para entrarmos no Reinos de Deus que é ARREPENDIMENTO, a consciência de que não merecemos. Esse capítulo do livro de Lucas fala essencialmente disso.

Na parábola da ovelha perdida Jesus compara a ovelha ao pecador que se arrepende e diz que essa pessoa arrependida tem mais valor do que as 99 que são “boas” e não precisam se arrepender.

Na parábola da moeda perdida acontece a mesma coisa, essa moeda encontrada é comparada a um pecador que se arrepende e diz que os anjos se alegrarão por essa pessoa.

Por fim a parábola do filho pródigo usa o exemplo de pessoas para descrever as outras duas. O texto fala no versículo 18 que esse filho tem consciência de que não merece ser chamado de filho, diz que ele caiu em si.

Nosso arrependimento nos leva de volta a casa do Pai. Não são nossas ações ou o quanto nos julgamos bons que nos levará a uma vida com Deus Pai, o ARREPENDIMENTO primeiramente da rebeldia, da independência e autossuficiência e o reconhecimento de que através de Jesus, seu filho, que levou sobre si o pecado do mundo e ressuscitou no terceiro dia nos dará esse acesso. Aí então, recebemos o Espírito Santo que nos capacita a viver uma vida que agrada a Deus.

Nas 3 parábolas Deus vai ao encontro do arrependido e festeja sua volta para casa, de onde nunca deveríamos ter saído.

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“Então Jesus contou esta parábola: — Se algum de vocês tem cem ovelhas e perde uma, por acaso não vai procurá-la? Assim, deixa no campo as outras noventa e nove e vai procurar a ovelha perdida até achá-la. Quando a encontra, fica muito contente e volta com ela nos ombros. Chegando à sua casa, chama os amigos e vizinhos e diz: “Alegrem-se comigo porque achei a minha ovelha perdida.” — Pois eu lhes digo que assim também vai haver mais alegria no céu por um pecador que se arrepende dos seus pecados do que por noventa e nove pessoas boas que não precisam se arrepender. Jesus continuou: — Se uma mulher que tem dez moedas de prata perder uma, vai procurá-la, não é? Ela acende uma lamparina, varre a casa e procura com muito cuidado até achá-la. E, quando a encontra, convida as amigas e vizinhas e diz: “Alegrem-se comigo porque achei a minha moeda perdida.” — Pois eu digo a vocês que assim também os anjos de Deus se alegrarão por causa de um pecador que se arrepende dos seus pecados. E Jesus disse ainda: — Um homem tinha dois filhos. Certo dia o mais moço disse ao pai: “Pai, quero que o senhor me dê agora a minha parte da herança.” — E o pai repartiu os bens entre os dois. Poucos dias depois, o filho mais moço ajuntou tudo o que era seu e partiu para um país que ficava muito longe. Ali viveu uma vida cheia de pecado e desperdiçou tudo o que tinha. — O rapaz já havia gastado tudo, quando houve uma grande fome naquele país, e ele começou a passar necessidade. Então procurou um dos moradores daquela terra e pediu ajuda. Este o mandou para a sua fazenda a fim de tratar dos porcos. Ali, com fome, ele tinha vontade de comer o que os porcos comiam, mas ninguém lhe dava nada. Caindo em si, ele pensou: “Quantos trabalhadores do meu pai têm comida de sobra, e eu estou aqui morrendo de fome! Vou voltar para a casa do meu pai e dizer: ‘Pai, pequei contra Deus e contra o senhor e não mereço mais ser chamado de seu filho. Me aceite como um dos seus trabalhadores.’ ” Então saiu dali e voltou para a casa do pai. — Quando o rapaz ainda estava longe de casa, o pai o avistou. E, com muita pena do filho, correu, e o abraçou, e beijou. E o filho disse: “Pai, pequei contra Deus e contra o senhor e não mereço mais ser chamado de seu filho!” — Mas o pai ordenou aos empregados: “Depressa! Tragam a melhor roupa e vistam nele. Ponham um anel no dedo dele e sandálias nos seus pés. Também tragam e matem o bezerro gordo. Vamos começar a festejar porque este meu filho estava morto e viveu de novo; estava perdido e foi achado.” — E começaram a festa. — Enquanto isso, o filho mais velho estava no campo. Quando ele voltou e chegou perto da casa, ouviu a música e o barulho da dança. Então chamou um empregado e perguntou: “O que é que está acontecendo?” — O empregado respondeu: “O seu irmão voltou para casa vivo e com saúde. Por isso o seu pai mandou matar o bezerro gordo.” — O filho mais velho ficou zangado e não quis entrar. Então o pai veio para fora e insistiu com ele para que entrasse. Mas ele respondeu: “Faz tantos anos que trabalho como um escravo para o senhor e nunca desobedeci a uma ordem sua. Mesmo assim o senhor nunca me deu nem ao menos um cabrito para eu fazer uma festa com os meus amigos. Porém esse seu filho desperdiçou tudo o que era do senhor, gastando dinheiro com prostitutas. E agora ele volta, e o senhor manda matar o bezerro gordo!” — Então o pai respondeu: “Meu filho, você está sempre comigo, e tudo o que é meu é seu. Mas era preciso fazer esta festa para mostrar a nossa alegria. Pois este seu irmão estava morto e viveu de novo; estava perdido e foi achado.””
‭‭Lucas‬ ‭15:3-32‬ ‭NTLH‬‬

Não tem meritocracia no Reino de Deus – Lucas 7:1-10

Para entender o contexto leia o texto de Lucas 7:1-10 transcrito abaixo:

“Quando Jesus acabou de dizer essas coisas ao povo, foi para a cidade de Cafarnaum. Havia ali um oficial romano que tinha um empregado a quem estimava muito. O empregado estava gravemente doente, quase morto. Quando o oficial ouviu falar de Jesus, enviou alguns líderes judeus para pedirem a ele que viesse curar o seu empregado. Eles foram falar com Jesus e lhe pediram com insistência: — Esse homem merece, de fato, a sua ajuda, pois estima muito o nosso povo e até construiu uma sinagoga para nós. Então Jesus foi com eles. Porém, quando já estava perto da casa, o oficial romano mandou alguns amigos dizerem a Jesus: — Senhor, não se incomode, pois eu não mereço que entre na minha casa. E acho também que não mereço a honra de falar pessoalmente com o senhor. Dê somente uma ordem, e o meu empregado ficará bom. Eu também estou debaixo da autoridade de oficiais superiores e tenho soldados que obedecem às minhas ordens. Digo para um: “Vá lá”, e ele vai. Digo para outro: “Venha cá”, e ele vem. E digo também para o meu empregado: “Faça isto”, e ele faz. Jesus ficou muito admirado quando ouviu isso. Então virou-se e disse para a multidão que o seguia: — Eu afirmo a vocês que nunca vi tanta fé, nem mesmo entre o povo de Israel! Aí os amigos do oficial voltaram para a casa dele e encontraram o empregado curado.”
‭‭Lucas‬ ‭7:1-10‬ ‭NTLH‬‬

Essa história é interessante porque quando o oficial envia alguns judeus para pedir a Jesus que curasse seu empregado, a argumentação dos judeus era que aquele homem MERECIA que Jesus o atendesse porque ele era bom e havia até construído um templo para eles. O interessante é que chegando perto da casa, aquele homem enviou outras pessoas pedindo para que Jesus apenas ordenasse que o empregado fosse curado porque ele não era DIGNO ou NÃO MERECIA nem estar na presença de Jesus. No final Jesus diz que nunca tinha visto tamanha fé nem no meio do povo de Israel e o homem foi curado (a distância).
Aqui Jesus deixa claro que realmente não era o merecimento que faria com que Jesus curasse aquele homem e sim a fé. Jesus não diz “esse homem merece”, ele diz “nunca vi FÉ como essa”.
Não é sobre merecimento, é sobre fé. Ninguém é bom o bastante que mereça a atenção ou salvação de Deus, a temos por meio da FÉ em Jesus. O Reino de Deus não é sobre meritocracia porque se fosse nenhum de nós teria acesso a nada.
Por meio da FÉ em Jesus somos salvos, por pura GRAÇA (favor que não merecemos) de Deus.

“Pois pela graça de Deus vocês são salvos por meio da fé. Isso não vem de vocês, mas é um presente dado por Deus.”
‭‭Efésios‬ ‭2:8‬ ‭NTLH‬‬

Mas, pela sua graça e sem exigir nada, Deus aceita todos por meio de Cristo Jesus, que os salva.”
‭‭Romanos‬ ‭3:24‬ ‭NTLH‬‬

Enquanto caminho: Perto, porém fora

Estava caminhando na praia, uma tarde cinza, poucas pessoas, areia fofa. As ondas terminavam com espuma. Quando a água vinha, se estivesse perto, corria para o lado contrário. Não queria me molhar.

Nesse exato momento em que a água veio e eu desviei, o Espírito Santo falou comigo. Como um sopro na minha mente pensei: quantas vezes quis te molhar e você fugiu. Minha presença está na água e não na areia. Molhar o pé já é bom, imagina mergulhar na minha presença?

Muitas vezes o dia está cinza, a água gelada e somos desencorajados a entrar na água. Espero que esteja entendendo o paralelo.

Dias cinzas são nossos problemas, nossos desafios, somos desencorajados por eles. Quantas vezes nos desviamos da presença de Deus nesses momentos?

O convite de Deus pra mim e pra você é: não entre na água apenas quando você achar o tempo favorável, entre com o tempo fechado, a presença dele será reconfortante, estimulante, energizante e além disso nos cura e nos limpa de toda sujeira do pecado (não pense que você é bom, todos precisamos no arrepender pela rebeldia e independência do nosso Pai).

Você pode estar passando perto da presença, escutando o barulho da presença, admirando a presença, mas fora dessa presença poderosa de Deus. Nessa presença receberemos poder para viver e sermos quem nosso Pai nos chamou para ser e viver, filhos amados que representam seu Reino aqui na Terra independente do momento ou circunstância.

Apenas um relato das pequenas coisas que Deus vai falando comigo enquanto caminho.

Depois fiquei pensando algumas coisas sobre o Mar e sobre o Espírito Santo.

• Na praia, olhando para o horizonte, não conseguimos ver onde esse mar acaba. Deus é assim, infinito, não sabemos onde começa e onde termina, como diz o versículo de Apocalipse Ele é o Alfa e o ômega.

• As ondas terminam na praia e exceto em ocasiões muito específicas, esse Mar não invade os limites das areia. Assim é o Espírito Santo, não nos invade sem que nos arrisquemos a colocar nosso pé na água.

• O Mar é vivo e dinâmico, assim como nosso Deus.

“E continuou: — Tudo está feito! Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim. A quem tem sede darei água para beber, de graça, da fonte da água da vida.” Apocalipse 21:6 NTLH

“O anjo também me mostrou o rio da água da vida, brilhante como cristal, que sai do trono de Deus e do Cordeiro” Apocalipse 22:1 NTLH

Esse foi o dia e essa a Praia

O tênis de tênis

Aderi a um novo esporte… o tênis! Só um parênteses que de tempos em tempos escolho um esporte para me dedicar e esse ano foi a vez do tênis, além do Storm12 que faço todos os dias, mas esse não é esporte é saúde. Meu marido dá risada porque quase tudo que ele menciona eu falo que já fiz, ahhh tudo bem vai, afinal sou uma pessoa dinâmica e assim consigo expressar esse meu lado.

Por 2 meses eu fiz aula com o tênis (calçado) que já tinha e que uso para treino. Aliás, para treinar sempre funcionou e funciona muito bem, mas percebi que para o tênis (esporte) não estava muito legal, meus pés ficavam com bolhas nos cantos, doía, machucava, tentei todos os que tinha no armário e nada. Pensei comigo: “vou comprar um calçado adequado para o esporte, mas será que vai funcionar mesmo ou vai ser mais um no armário?”. Demorei algumas semanas, mas me rendi e comprei um calçado específico. Confesso que coloquei o tênis nos pés no dia da aula ainda meio incrédula de que de fato me protegeria. Para minha surpresa foi como tirar o problema com a mão, meus pés não sofreram, não tive bolhas e não diminuí o desempenho por dor nos pés. Uhuuuu objetivo atingido.

Mas porque estou contando essa história? Na vida temos a chance de aprender de diversas maneiras, outro dia aprendi com a tiara de cabelo, porque não tirar lição do tênis adequado?

Fiquei pensando que os meus calçados para treino são excelentes, vestem bem, são bonitos (claro!), não machucam meus pés quando treino ou mesmo quando caminho, são confortáveis, mas mesmo com todas essas qualidades não bastou para ser adequado numa situação diferente, no caso o tênis (esporte).

Existem situações ordinárias na vida que nos sentimos confortáveis e bem com a maneira que lidamos, com as decisões que tomamos, mas para situações extraordinárias talvez você vai precisar investir em outro “par de tênis”, seus pensamentos e decisões ordinárias não vão funcionar. E assim como a decisão de comprar outro tênis foi uma incógnita quanto ao resultado, suas novas ações também serão e tudo bem. O importante é saber que nem sempre usaremos as mesmas ferramentas, mas independente do que escolha tenha pelo menos a convicção de que aquela escolha é adequada para aquele momento específico, se o resultado vai ser positivo eu não sei, só sei que usar o tênis errado machuca o pé!

Uma Cura Interessante (João 9)

Depois de uma das discussões com os escribas e fariseus, Jesus se ausentou porque mais uma vez a intenção era matá-lo.

No caminho Jesus e os discípulos encontraram um cego de nascença, nesse momento eles perguntaram quem havia pecado, o cego ou seus pais. Uma pergunta um tanto engraçada já que se tratava-se um cego de nascença, mas vamos para frente, Jesus respondeu que nem ele e nem seus pais haviam pecado, mas que essa cegueira demonstraria a glória de Deus. O homem foi curado.

Esse homem não tinha visto quem o curou uma vez que Jesus usou um método bem criativo, ele cuspiu na terra, fez um barro e colocou nos olhos do homem e pediu para que ele fosse ao tanque de Siloé para se lavar. O homem fez o que Jesus falou e foi curado. Vida que segue (só que não).

Parece que ele era um cego conhecido porque no caminho as pessoas se questionavam se aquele era o cego que costumava mendigar. E ficou naquela de “é”, “não é” até que ele mesmo respondeu “sou eu sim!”, a segunda parte do questionamento foi sobre quem então o havia curado e o ex-cego sem cerimônia disse que tinha sido Jesus (aparentemente Jesus se apresentou) e descreveu todo o método utilizado.

Como de costume, após a cura esse homem foi levado aos fariseus e a saga das perguntas começou novamente, especialmente porque era sábado. Não bastando o interrogatório com o homem curado, chamaram também seus pais para confirmar o que tinha acontecido.

Jesus bugou o cérebro dos fariseus porque depois de tantas perguntas e terem constatado que de fato aquele homem era cego e agora enxergava, concluíram que então Jesus era pecador (porque a cura aconteceu num sábado) e digo que o cérebro bugou porque de novo eles perguntaram “mas como isso aconteceu mesmo”? O homem se irritou e disse que já tinha contado como tinha acontecido e finalizou “se é pecador não sei, o que sei é que era cego e agora vejo”.

Bom, essa é a história e quero destacar que um cara que passou a vida cego, teve contato com o salvador que trouxe cura não só para cegueira física, mas também para a cegueira espiritual, sei disso porque ele passou a enxergar o que supostamente os fariseus deveriam ver, as realidades do Reino de Deus.

O cego que não enxergava viu as verdades espirituais e os fariseus que enxergavam estavam cegos espiritualmente. Leiam o diálogo e vocês vão perceber com quem estava a sabedoria.

Essa é a beleza do evangelho, parece loucura para os que se dizem sábios e alcança os de coração vulnerável (1 Coríntios 3:18; Salmos 34:18).

A pergunta que fica é: quem sou eu nessa história?

1. Aquele que não consegue ver além do padrão formatado, que não enxerga as maravilhas do Pai se não acontece da maneira que entende ser o “correto”, que está mais preocupado com as regras?

2. Ou o vulnerável que reconhece que os caminhos do Senhor são muito maiores do que os nossos, que reconhece que precisa de ajuda e consegue reconhecer os movimentos de Jesus mesmo que sejam fora do esperado?

A melhor maneira de saber se estamos decifrando direito é desenvolvendo um relacionamento íntimo com o criador onde ouvimos a voz do bom pastor e seguimos mesmo sem entender. Damos glória a Deus Pai por cada centímetro da nossa vida sem questionar o método.

Apenas conhecer de maneira racional Jesus e seu Reino não te faz íntimo de Deus e com isso te faz cego para aquilo que Ele faz. Viva as realidades do Reino de Deus através da fé e confiança naquele que fez o céus e a Terra e que o Espírito Santo traga cada vez mais entendimento espiritual (revelação) e a cada revelação você possa dizer: “uma coisa eu sei, eu era cego e agora vejo”.

“O homem respondeu: — Eu já disse, e vocês não acreditaram. Por que querem ouvir isso outra vez? Por acaso vocês também querem ser seguidores dele? Então eles o xingaram e disseram: — Você é que é seguidor dele! Nós somos seguidores de Moisés. Sabemos que Deus falou com Moisés; mas este homem, nós nem mesmo sabemos de onde ele é. Ele respondeu: — Que coisa esquisita! Vocês não sabem de onde ele é, mas ele me curou. Sabemos que Deus não atende pecadores, mas ele atende os que o respeitam e fazem a sua vontade. Desde que o mundo existe, nunca se ouviu dizer que alguém tivesse curado um cego de nascença. Se esse homem não fosse enviado por Deus, não teria podido fazer nada. Eles disseram: — Você nasceu cheio de pecado e é você que quer nos ensinar? E o expulsaram da sinagoga. Jesus ficou sabendo que tinham expulsado o homem da sinagoga. Foi procurá-lo e, quando o encontrou, perguntou: — Você crê no Filho do Homem? Ele respondeu: — Senhor, quem é o Filho do Homem para que eu creia nele? Jesus disse: — Você já o viu! É ele que está falando com você! — Eu creio, Senhor! — disse o homem. E se ajoelhou diante dele.”
‭‭João‬ ‭9:27-38‬ ‭NTLH‬‬

O que a cura de um cego tem a ver comigo?

A história é a seguinte:

Jesus chegou a uma cidade chamada Jericó e lá tinha um cego que ficava a beira do caminho pedindo esmolas. Seu nome era Bartimeu. Esse cego soube que Jesus estava por ali e então começou a gritar: “Jesus, filho de Davi, tenha pena de mim!”.

Embora as pessoas tentassem reprimi-lo, ele continuava gritando: “Jesus, filho de Davi, tenha pena de mim”.

Foi aí que Jesus parou e pediu que o chamassem. Alguém foi e o chamou. Esse cego então jogou a sua capa e foi correndo até onde Jesus estava.

Vamos parar aqui por enquanto para uma informação importante. Antigamente os pedintes eram identificados por uma capa que os autorizavam a pedir esmolas. Essas pessoas normalmente tinham alguma deficiência que os impossibilitavam de viver em sociedade. Talvez perder a capa significaria não poder mais pedir esmolas, mas esse cego nem pensou, jogou a sua capa e saiu correndo para encontrar Jesus.

Bom, para continuar a história, ele vai até Jesus que pergunta o que ele queria que fizesse. Parece óbvio, mas verbalizar o que ele queria parecia importante para Jesus. O cego, sem pensar duas vezes, responde que queria ver de novo.

Jesus então responde: “Vá; você está curado porque teve fé”.

Fiquei pensando que esse homem não foi curado quando Jesus disse “vá”, creio que a chave estava na segunda parte da frase, “você foi curado porque teve fé”.

A fé daquele homem foi demonstrada em dois momentos, a primeira quando largou sua capa de identificação, a segunda quando levantou e saiu correndo ao encontro de Jesus.

Ele tinha tanta certeza que a vida mudaria que largou sua identidade lá atrás.

O que penso que isso tem a ver comigo e com você?

Muitas vezes oramos e “gritamos” como o cego: “Jesus, filho de Davi, tenha pena de mim”, gritamos, gritamos e gritamos, porém nem largamos a capa e nem nos movemos em direção a Jesus.

E quando vamos até Jesus, carregamos a capa porque vai que ele não faz nada, pelo menos continuaremos bem identificados.

Mova-se em fé até Jesus, largue sua capa, a autopiedade, a dó que sente de você mesmo, o medo e tenham a certeza de que em Jesus tudo pode ser restaurado, talvez você só perceba que está enxergando quando chegar perto de Jesus, mas o milagre aconteceu quando você largou a capa.

“Coragem! Levante-se porque ele está chamando você!”(Marcos 10:49b)

O Olhar do Leão

Quero compartilhar um momento de intimidade que tive com Deus dia desses, escrevi a experiência no mesmo dia e agora transformo em post para te encorajar nesse tempo a desenvolver uma rotina de intimidade com seu Criador e Pai.

Estava orando, chorando, clamando pela presença de Jesus. Dentre muitas coisas pelas quais estava orando e deixando meu espírito fluir junto com o dele, pedi para que Jesus se manifestasse de alguma forma comigo ali naquele momento. Me esqueci de quem estava em casa, falo isso porque normalmente tenho esses momentos quando estou sozinha, sozinha, mas não foi o caso naquele dia.

Enquanto pedia isso, saí da posição de joelhos e deitei no sofá e me cobri com uma coberta até que meu rosto fosse coberto, meu espírito continuou conectado, foi então que vi como um olho de leão, como se ele estivesse paralelo ao meu corpo, esse olhar mudava a expressão, primeiro um olhar firme, em seguida um olhar de misericórdia e nesse momento me constrangeu seu olhar que cruzou com o meu, um olhar de amor. Estou tentando colocar em palavras, mas talvez não seja preciso como gostaria. Fiquei um tempo ali, olhando até que ele foi embora.

Quando ele se foi, ainda envolta a música que tocava em meu ouvido me lembrei de um trecho do livro “o cavalo e seu menino”, parte das Crônicas de Narnia, li esse livro acho que há mais de 10 anos atrás e nesse trecho o Leão se revela a Shasta, personagem principal. Eu lembrava que o leão se revelava e nada mais, meu trecho preferido, mas continuei lendo e enquanto lia percebi que o último trecho falava sobre os olhos de Shasta encontrarem os olhos do leão:

“O Grande Rei encaminhou-se para ele. A juba e um perfume estranho e solene, que nela pairava, cercaram o menino. O Leão tocou a fronte de Shasta com a língua. Os olhos de ambos encontraram-se. Depois, instantaneamente, a brancura da névoa misturou-se com o brilho ardente do Leão, num redemoinho de glória, e os dois sumiram. Shasta se viu só, com o cavalo, na relva de uma colina, sob um céu azul. Todas as aves do mundo cantavam.”

Que doce presença! Jesus se manifestando de uma maneira tão inesperada, literalmente por essa não esperava. Me lembrou que “só há um leão que tem o pé ligeiro”

Ele está em tudo!

“– Fui eu o leão que o forçou a encontrar-se com Aravis. Fui eu o gato que o consolou na casa dos mortos. Fui eu o leão que espantou os chacais para que você dormisse. Fui eu o leão que empurrou para a praia a canoa em que você dormia, uma criança quase morta, para que um homem, acordado à meia-noite, o acolhesse.” (O cavalo e seu menino – As Crônicas de Nárnia. Meu trecho favorito)

Deus, cuida de mim!

“Somente em Deus eu encontro paz e nele ponho a minha esperança. Somente ele é a rocha que me salva; ele é o meu protetor, e eu não serei abalado. A minha salvação e a minha honra dependem de Deus; ele é a minha rocha poderosa e o meu abrigo.” Salmos 62:5-7 NTLH

“Mais de uma vez tenho ouvido Deus dizer que o poder é dele” Salmos 62:11 NTLH

Teu é o poder, rei meu e Deus meu! Obrigada Jesus pela tua doce e poderosa presença.

Que você se sinta encorajado a encontrar-se com Jesus, sua presença é real e se manifesta de muitas maneiras, basta parar e observar! Parece que foi rápido, mas todo esse processo durou um pouco mais de 3 horas, nem eu acreditei quando olhei no relógio, perdi a noção do tempo.

Perca você também a noção de tempo e espaço, tenho certeza que vai ser incrível!

Parte Ativa: CRER

Quando pensamos em Páscoa o que vem primeiro a nossa mente? O sacrifício de Jesus? A morte dele naquela cruz? O sofrimento? A ressurreição? Pensando obviamente que você associa a data a Jesus e não ao comércio de chocolates, aliás aqui quero fazer um parênteses e uma pergunta, aos que são pais, o seu entusiasmo nessa época com seu filho é mais sobre ele encontrar os ovos de chocolate ou a ensinar o tremendo sacrifício de Jesus por nós? Enfim….

Semanas atrás estava na igreja e era dia de Ceia, o dia em que tomamos o vinho e comemos o pão, eu imediatamente pensei na Páscoa. Pensei sobre a cobertura do sangue que nos salva da morte. Não apenas uma morte física, mas espiritual que é a pior de todas as mortes porque nos separa de Deus.

A Páscoa já existia entre os judeus e era uma comemoração ao dia em que Deus salvou os hebreus da morte. Lembra das pragas do Egito? Uma delas é que o anjo da morte passaria e mataria todos os primogênitos desde os filhos até os animais, só seriam salvos aqueles que tivessem colocado no batente da porta o sangue do cordeiro. Essa era a Páscoa, pois depois desse evento o povo foi liberto da escravidão no Egito (Êxodo 12:1-14).

Em Jesus a Páscoa mudou de conotação e trouxe salvação não só aos primogênitos, mas para todos os que são cobertos por seu sangue. O sangue de Jesus foi derramado, mas a morte não o deteve, ele ressuscitou para que tivéssemos vida, apenas sua morte não traria benefício nenhum, muitos morreram em nome de algo “bom”, mas o único que ressuscitou e que tem a capacidade de com seu sangue nos livrar da morte é JESUS.

Então qual é a parte ativa dessas histórias e o que competia ao povo e o que compete a nós?

Lá no Egito a parte ativa era colocar o sangue no batente, assim o anjo da morte passaria reto e não entraria naquela casa. Hoje, a parte ativa é em fé CRER que Jesus é o Cristo, o filho de Deus que morreu e ressuscitou para que não morrêssemos, mas tivéssemos vida. O selo do Espírito Santo é colocado nos que creem e o anjo da morte espiritual não nos destruirá e assim como Jesus ressuscitou, nós também ressuscitaremos com ele.

A parte ativa é apenas crer, fazer boas obras não nos aproxima de Deus, mas as praticamos quando somos salvos pelo sangue do cordeiro. Cumprir regras não nos salva, mas quando cremos temos o desejo de agradar a Deus e o conhecer, desenvolver o seu caráter.

A parte ativa é CRER e não FAZER!

Somos salvos pela graça, ou seja, algo que recebemos gratuitamente não pagamos por isso, quem pagou foi Jesus com seu sangue!

“Depois do jantar, do mesmo modo deu a eles o cálice de vinho, dizendo: — Este cálice é a nova aliança feita por Deus com o seu povo, aliança que é garantida pelo meu sangue, derramado em favor de vocês.”
‭‭Lucas‬ ‭22:20‬ ‭NTLH‬‬

“Mas, pela sua graça e sem exigir nada, Deus aceita todos por meio de Cristo Jesus, que os salva.”
‭‭Romanos‬ ‭3:24‬ ‭NTLH‬‬

DEUS É BOM SEMPRE!

“Deus é bom sempre!”, essa frase está ecoando em meu coração desde ontem. Em épocas difíceis, de restrições, facilmente nos esquecemos da frase que tão automaticamente repetimos como vitrola quebrada. Se essa é uma verdade pra você, porque ser dominado pelo medo, viver em pânico? A bondade de Deus não é condicionada ao que acontece conosco ou no mundo, a bondade fala sobre quem ele É, seu caráter. Todos os dias vemos o amanhecer, temos ar para respirar, já parou para pensar? A sua vida depende disso!

É hora de transferir a frase da mente para o coração, pedir para Deus tirar da razão e levar para a revelação para que possamos ser transformados pela renovação da nossa mente. Paulo diz que só assim conheceremos a boa, perfeita e agradável vontade de Deus (Romanos 12:1).

A falta de esperança não deve fazer parte do povo de Deus, mais uma vez cito Paulo:

“E também nos alegramos nos sofrimentos, pois sabemos que os sofrimentos produzem a paciência, a paciência traz a aprovação de Deus, e essa aprovação cria a esperança. Essa esperança não nos deixa decepcionados, pois Deus derramou o seu amor no nosso coração, por meio do Espírito Santo, que ele nos deu.” Romanos 5:3-5 NTLH

O medo não pode ser nosso mentor, Deus que é amor deve ser nosso mentor, pois João diz que o verdadeiro amor lança fora todo medo.

“Assim conhecemos o amor que Deus tem por nós e confiamos nesse amor. Deus é amor. Todo aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus nele. No amor não há medo; ao contrário o perfeito amor expulsa o medo, porque o medo supõe castigo. Aquele que tem medo não está aperfeiçoado no amor.” 1 João 4:16, 18 NVI

“Pois o Espírito que Deus nos deu não nos torna medrosos; pelo contrário, o Espírito nos enche de poder e de amor e nos torna prudentes.” 2Timóteo 1:7 NTLH

Busque ao Senhor e Ele se deixará encontrar e trará a paz que excede todo entendimento.

“E a paz de Deus, que ninguém consegue entender, guardará o coração e a mente de vocês, pois vocês estão unidos com Cristo Jesus.” Filipenses 4:7 NTLH

Somos chamados para ser luz em meio as trevas, levanta, resplandece. Essa é a hora de sermos verdadeiramente igreja para amar ao próximo, orar pela nação, clamar por intervenção. Não se amedronte, você é filho do Criador, feito a sua imagem e semelhança e Nele está sua vida!