O Fluxo de um encontro com Jesus

Morava ali um homem rico, chamado Zaqueu, que era chefe dos cobradores de impostos. Quando Jesus chegou àquele lugar, olhou para cima e disse a Zaqueu: — Zaqueu, desça depressa, pois hoje preciso ficar na sua casa. Zaqueu desceu depressa e o recebeu na sua casa, com muita alegria. Zaqueu se levantou e disse ao Senhor: — Escute, Senhor, eu vou dar a metade dos meus bens aos pobres. E, se roubei alguém, vou devolver quatro vezes mais. Então Jesus disse: — Hoje a salvação entrou nesta casa, pois este homem também é descendente de Abraão. Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar quem está perdido.”
‭‭Lucas‬ ‭19:2, 5-6, 8-10‬ ‭NTLH‬‬

Imagino que naquela altura do campeonato Jesus já tinha despertado curiosidade em muita gente e por esse motivo todos queriam vê-lo. Os que se reconheciam necessitados, seja por estarem doentes ou atormentados queriam não apenas vê-lo, mas toca-lo e de alguma maneira ser alcançado pelo poder que carregava.

Seja pela curiosidade ou pela necessidade, o movimento em direção a Jesus acontecia.

Nesse texto específico vemos um chefe de cobradores de impostos se esforçando para ver quem era esse tal de Jesus. Acontece que ele foi notado pelo mestre, aquele que dentre o povo judeu era considerado pecador e portanto não merecedor dessa atenção foi notado. Jesus então se convida pra jantar na casa de Zaqueu. Nem sei como Zaqueu não caiu da árvore tamanha surpresa hahahaha o fato é que com MUITA alegria ele recebeu Jesus.

Em nenhum momento do texto Jesus o cobra de alguma postura ou atitude, mas a santidade e poder que Jesus carregava eram tão intensos que tudo o que estava fora do lugar tendia a entrar nos eixos. Em seu íntimo Zaqueu sabia que sua atitude enquanto chefe dos cobradores de impostos não condizia com a justiça e isso o constrangeu a se alinhar com aquele que anda em retidão. Jesus não levava só cura do corpo e do espírito, ele levava cura da alma que traz alinhamento com todo o resto. Jesus é portador de luz e quando a luz chega as trevas se dissipam.

Vivemos numa sociedade que discute muito o certo e o errado, se devemos fazer assim ou assado, acusamos pessoas de intolerância quando muitas vezes nos juntamos a conivência.

Como seguidores de Jesus, filhos do Deus da luz, portadores do Espírito Santo devemos viver como Jesus viveu. Carregar a luz que é própria daqueles que vivem alinhados com o Reino de Deus porque nesse caso, assim como Jesus, falaremos menos e viveremos mais e veremos mais transformações, não de acordo com nossas ideias, mas de acordo com aquilo que o próprio Deus está fazendo. Levaremos menos confusões e acusações e seremos mais portadores de luz e onde a luz chega as trevas se dissipam.

Busque a Deus em primeiro lugar, viva sua história no secreto com nosso Pai, tenha encontros com Jesus e transborde o Espírito Santo, isso sim fará diferença na sua esfera de amizades e atuação. O resultado pode ser como o de Zaqueu, arrependimento, entrega e salvação!

Você é portador de vida ou de morte?

João 8:1-11

Nesse texto temos um exemplo claro sobre amor x julgamento.

Uma mulher é pega em adultério e naquela época a pena para isso era o apedrejamento.

Jesus estava naquele momento ensinando no pátio do templo, ou seja, ele era um mestre. Ele foi ensinado na lei judaica e era assim como outros, um mestre.

Por alguma razão os também mestres da lei e fariseus que pegaram aquela mulher em flagrante não fizeram o julgamento, eles foram e colocaram a mulher no meio de todos e disseram:

“— Mestre, esta mulher foi apanhada no ato de adultério. De acordo com a Lei que Moisés nos deu, as mulheres adúlteras devem ser mortas a pedradas. Mas o senhor, o que é que diz sobre isso?” João 8:4-5 NTLH

Ou seja, eles perguntaram pra Jesus o que ele achava que deveriam fazer com ela, mesmo citando a lei que era clara quanto a condenação. Com certeza, aquela foi uma forma de tentar pegar Jesus ensinando contra as leis de Moisés, mas o que aconteceu a seguir foi um ensino sobre amor e julgamento.

A mulher já tinha sido julgada e condenada pelos religiosos e com certeza pagaria a condenação que lhe cabia caso aquela pergunta “o que o senhor diz sobre isso” não tivesse sido feita.

Jesus não disse que eles não deveriam executar a condenação descrita pela lei, mas afirmou algo muito interessante e constrangedor para todos que o ouvia: “Quem de vocês estiver sem pecado, que seja o primeiro a atirar uma pedra nesta mulher!”, o texto afirma que todos largaram as pedras e foram embora.

Jesus então pergunta a mulher: “Então Jesus endireitou o corpo e disse: — Mulher, onde estão eles? Não ficou ninguém para condenar você? — Ninguém, senhor! — respondeu ela. Jesus disse: — Pois eu também não condeno você. Vá e não peque mais!]” João 8:10-11 NTLH

Essa história tem um ensino muito interessante sobre julgamento.

Muitas vezes como religiosos somos rápidos em recitar a Bíblia para julgar e condenar as pessoas, não as apedrejamos fisicamente, mas as desprezamos e as condenamos a “morte” emocional, espiritual. Somos rápidos em dizer o que está errado na vida do outro enquanto nas nossas próprias vidas vivemos uma vida de pecado porque se nos colocamos na posição de julgadores é porque nos sentimos superiores e isso condena pessoas, as leva para a morte do espírito e da alma e nos coloca como juizes. Quantas vezes você condenou uma pessoa a morte com seu julgamento? Quantas vezes desprezou pessoas?

Ao mesmo tempo Jesus não foi conivente com aquela mulher, afinal adultério realmente é algo que está na lista das coisas que Deus não aprova. Jesus diz a ela: “Eu Também não a condeno. Vá e não peques mais”.

Em Cristo somos libertos do pecado e da morte que nos separava de Deus e somos chamados a estender essa liberdade para pessoas que vivem também em direção a morte eterna. Não aproximamos pessoas do Reino de Deus com julgamentos de valores, comportamentos morais, aproximamos pessoas acolhendo-as e dando amor, isso não significa ser conivente, o amor constrange. Um encontro com Jesus e essa consciência do pecado vem e ele mesmo vai falar “vai e não peques mais”. O poder de Jesus e da cruz é real e é ele quem nos convence do pecado, da justiça e do juízo, não você e nem eu!

Quando julgamos trazemos julgamentos a nós mesmo “Quem de vocês estiver sem pecado, que seja o primeiro a atirar uma pedra nesta mulher!” João 8:7b NTLH

Termino dizendo que: “De novo Jesus começou a falar com eles e disse: — Eu sou a luz do mundo; quem me segue nunca andará na escuridão, mas terá a luz da vida.” João 8:12 NTLH

Seja aquele que leva essa luz para as pessoas e assim elas terão a chance de sair da escuridão e ter a luz da vida.

Seu papel não é de juiz! Ame, demonstre esse amor servindo as pessoas. Não é sobre sentimento, é sobre ação! Não é sobre concordar, é sobre estender o Reino em amor, é sobre não julgar, afinal diante da cruz somos todos iguais. Todos nós precisamos de Jesus!!!

Ao invés de destilar veneno, sirva e ore para que Jesus o autor da vida encontre quem você ama e assim chegue a salvação que nada mais é do que encontrar Jesus e virar as costas para o pecado e viver uma vida que agrade a Deus.

O Princípio que nos livra de Encrencas

Provérbios 9:10-11 diz: “O temor do Senhor é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do Santo é prudência. Porque por mim se multiplicam os teus dias, e anos de vida se te acrescentarão.”

Em outra versão diz: “Para ser sábio, é preciso primeiro temer a Deus, o Senhor. Se você conhece o Deus Santo, então você tem compreensão das coisas. A sabedoria fará com que você viva uma vida mais longa.”

Estamos numa época em que a palavra “temor” não está muito em alta, aliás o que é temor se aprendemos que não devemos temer ninguém, afinal “quem é você para me ensinar ou falar algo?”, isso é transferido pra Deus, nosso Pai também. O conceito de “Deus me ama” entrou num nível em que se tolera qualquer coisa, afinal Deus é amor 🤨

A questão é que mesmo “amando” a Deus, passamos em cima dos outros, nos julgamos melhores do que os outros, passamos por cima dos sentimentos em nome “da verdade”, somos cruéis, maldizemos e por aí vai. Tudo em nome do “eu, eu, eu”.

Acontece que a Bíblia nos ensina sobre sermos sábios e crentes maduros buscam a sabedoria, ela também ensina sobre prudência que significa cautela, sensatez, paciência ao tratar assuntos difíceis. Tanto a sabedoria quanto a prudência são conceitos práticos e refletem diretamente na nossa vida cotidiana.

Falamos bastante sobre a primeira parte desse versículo que diz que o princípio da sabedoria é o temor do Senhor, mas esquecemos que ele também fala sobre prudência e esta é adquirida a partir do conhecimento de Deus.

Quando o buscamos, sabemos quem Deus é, sua glória, sua grandeza, seu poder, necessariamente isso nos leva a prudência no nosso agir, no proferir nossas palavras, na irritação que temos, na ira que muitas vezes se acende dentro de nós. Mas ter apenas conhecimento racional não faz de nós pessoas sábias. A sabedoria leva a edificação, amor.

Temer a Deus e saber que diante da cruz somos todos iguais, pecadores, nos faz estender graça, nos faz entender que a melhor resposta é a prudência e a consciência de que a graça e misericórdia são estendidas a nós todos os dias.

Você sabe o que significa temer a Deus? Alguma vez decidiu a partir desse temor? Conhecer ao nosso Pai poderoso tem ajudado no seu processo de temê-lo?

Ou vc é do tipo que primeiro faz, fala e depois pensa ou talvez nem pense?

Se na sua vida cotidiana, nas suas decisões e na sua prática do conhecimento o temor do Senhor não está envolvido, comece a orar e pedir uma revelação sobre isso. Porque Deus é grande, é o Criador de todas as coisa, é poderoso e está acima de todo nome que existe nos céus e na terra. Arrependa-se e encontre esse lugar, assim a glória de Deus será resplandecida através da sua vida do contrário serão apenas palavras e falar até papagaio fala!

O resultado da sabedoria é vida!

Cuidado com o que fala

“Não digam palavras que fazem mal aos outros, mas usem apenas palavras boas, que ajudam os outros a crescer na fé e a conseguir o que necessitam, para que as coisas que vocês dizem façam bem aos que ouvem.” Efésios 4:29 NTLH

Teve uma época da vida que eu era muito irritadiça, quando eu digo muito, é muito mesmo. Me irritava com pessoas, com redes sociais, com qualquer coisa que me deixava indignada. Aliás é isso, tinha um nível de indignação surreal dentro de mim. Até que um dia vi uma postagem de uma amiga, ela nem sabe, que mexeu muito comigo e me senti envergonhada com esse jeito e necessidade de expressar sempre meus pensamentos. A partir daquele dia tomei algumas medidas e decidi que não seria mais assim.

Estou contando isso porque apesar dessa minha indignação constante e necessidade de ter sempre algo para falar ou uma resposta na ponta da língua, de forma consciente pensava: “cuidado com as palavras, não use nenhuma que depois se arrependa”. Isso acontecia principalmente dentro de casa, afinal sou de uma geração que não sai falando o que quer para as pessoas sem pensar antes, o “falo a verdade mesmo” ia até um certo limite.

Quantas vezes tinha atrito em casa e as palavras que diminuíam viam na ponta da língua e eu as engolia, quantas vezes evitei em falar com amigos sobre meu marido para que esses não ficassem com raiva junto comigo, pensava que no futuro isso poderia ser ruim. Quantas vezes pensei muito antes de falar qualquer coisa para meu filho para de forma nenhuma diminuí-lo. Esses dias mesmo estava tomando café e no caixa da cafeteria tinha uma mãe com um filho adolescente, o filho descuidado pegou um salgado na mão e logo derrubou no chão, a mãe indignada logo falou: “você não sabe fazer nada direito”. Eu fiquei tão chocada e triste, como uma mãe fala isso para um filho?

Temos que diariamente tomar cuidado com nossas palavras porque estas podem construir ou destruir, podem animar ou desanimar, levar ou tirar esperança. A Bíblia nos adverte sobre isso em vários textos. Na carta de Tiago a língua é comparada com uma chama de fogo que pode incendiar uma floresta, fala também que bênção e maldição podem vir do mesmo lugar (Tiago 3: 2-12).

No versículo de Efésios diz para usarmos palavras boas que ajudam os outros a crescer, que façam bem. Poderia citar muitos outros versículos bíblicos a respeito desse assunto, mas vou ficar com esses.

Cuide daquilo que sai da sua boca e construa pontes ao invés de muros, levante pessoas ao invés de derrubá-las, gere vida e não morte.

Fale a verdade em amor. Termino com uma dica em comunicação, seguindo o princípio do versículo que usei no começo a ideia é não usar palavras que fazem mal ao outro, que tragam ideia de desprezo ou que rebaixem. Para não ter erro, ao invés de falar “você é isso” ou “você é aquilo”, fale dos seus sentimentos, por exemplo, “quando você faz ou fala ………., me sinto……”. Pratique, tenho certeza que começara a construir pontes e gerar vida ao seu redor.

Lições do COVID 1: O valor da palavra COMUNIDADE

Cresci em lar cristão, sou inserida no contexto de comunidade desde muito cedo. Na adolescência e começo da fase jovem adulta, junto com um grupo de amigos estudamos sobre a vida comum da igreja, descrita em Atos 2:42-47. Vivemos experiências incríveis, vendo desde muito cedo as maravilhas do Reino de Deus, dentre elas milagre, cura, libertação, salvação. Trabalhei voluntária e remunerada para missões e para o pastor que liderava nossa igreja. Toquei por mais de 20 anos numa banda cristã com pessoas que são meus amigos mais chegados que irmãos até hoje. Tudo para ilustrar o quanto esse mundo comunitário sempre fez parte da minha vida.

Com o passar dos anos conheci muitas pessoas, o pastor que nos liderava foi para outra cidade, nossa família foi para outra cidade, fizemos novos relacionamentos e experimentamos outras “comunidades”. E é nesse contexto que vivo hoje, fiz parte de uma primeira fase com um líder que foi de suma importância, uma segunda fase liderando com as mesmas pessoas formadas por esse primeiro líder e agora com parte da nossa vida em São Paulo com uma rede de amigos que se tornou nossa comunidade, nossa igreja.

Tudo isso pra dizer que hoje talvez seja uma das piores fases da nossa vida, porque é na doença, com a possibilidade da perda que experimentamos ou não tudo aquilo que na teoria era muito bonito, a tal da comunidade, o tal de chorar com os que choram, o tal do apoio em tempos de aflição, o famosos uns aos outros.

No dia da internação do meu marido, que estava com COVID e seu pulmão comprometido com não apenas uma infecção viral, mas também bacteriana, enviei mensagem para algumas pessoas: a família, o Pastor que nos discipulou, nos casou, batizou nosso filho e tantos outros eventos que nem caberiam aqui, nossos líderes em São Paulo e acho que só até então. E quando me dei conta, essas pessoas acionaram outras, que acionaram outras, de repente uma enxurrada de amigos/irmãos nos estendendo a mão, sendo práticos, orando, enviando audio. Tantas pessoas disseram que estariam disponíveis para o que minha família precisasse que acho que seria presa por aglomeração caso decidisse chamá-los para estar perto.

Não só isso, todos estão mais ansiosos do que eu pela recuperação, não desistem de orar, estão sempre com alguma palavra de encorajamento. Escrevo esse texto enquanto ele ainda está internado.

O que posso dizer é que o amor de Jesus tem sido expressado através dessas pessoas, em nenhum momento me senti sozinha ou desamparada, temos sido acolhidos, pessoas choraram comigo e vibraram comigo a cada pequena melhora e conquista. Descobri que a unidade do corpo de Cristo não está apenas num local, a unidade é do corpo que pode estar em diversas partes em termos geográficos. Sou muito grata por cada irmão que nesse momento difícil nos amou, aconselhou, acolheu, orou e esteve disposto a fazer o que fosse necessário.

Meu conselho: viva em comunidade, não deixe de congregar e Deus vai sempre agregar irmãos que entendem o que significa união e estes serão um apoio no dia da aflição.

“Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima.” Hebreus 10:25

“Queridos amigos, amemo-nos uns aos outros, pois o amor provém de Deus, e aqueles que amam mostram que são filhos de Deus e conhecem a Deus.” 1 João 4:7 NBV-P

Uma pequena reflexão – oração de Davi

(Referência: Salmos 144:11-15, transcrito no final do texto)

Você pode achar que nossas atitudes afetam apenas a nós mesmo, isso é uma grande mentira. Nossas decisões e ações são como uma pedrinha bem pequena atirada na água que reverbera por toda a nossa volta.

Quanto mais cedo decidimos ter Deus como nosso Senhor através da declaração de que Jesus é Rei e que ressuscitou dos mortos para nos reconectar com Deus Pai, mais frutos bons e de justiça colheremos. Faremos boas escolhas.

Voltando a pedrinha no lago, quantas vezes falamos “nunca fizemos ou falamos isso ou aquilo na frente do nosso filho e ele está reproduzindo exatamente igual”. Quantas vezes vemos problemas perpetuarem por gerações?

Se queremos ter como resultado bons frutos, Davi através desse Salmos nos mostra o caminho das pedras. No versículo 11 ele ora para que Deus o livre das mãos dos filhos estranhos, em outra tradução diz ““Dá-me libertação; salva-me das mãos dos estrangeiros, que têm lábios mentirosos”e continua “cuja a mão direita é a destra da iniquidade” outras traduções falam sobre mão de falsidade. Ou seja, Davi ora para que Deus o livre de más companhias, de pessoas que enganam e que não tem cerimônia nenhuma quanto a quebra de valores do Reino de Deus que tem a ver com amor, alegria, paz, paciência, benignidade, bondade, fé, brandura, temperança. Ao contrário, cultivam a imoralidade sexual, a impureza, as ações indecentes, a adoração a outros deuses, feitiçarias, inimizades, brigas, ciúmes, acessos de raiva, ambição egoísta, desunião, divisões, invejas, bebedeiras, farras e outras coisas parecidas com essas.

Se nossas conversas e comportamentos tem mais a ver com a segunda lista do que com a primeira, talvez precisamos avaliar se não estamos andando com “filhos estranhos”. Já é provado que muitos dos nossos pensamentos e comportamentos estão ligados ao ambiente que decidimos conviver. Assim como Davi, peça a Deus que te ajude a encontrar boas companhias, pessoas que te ajudam a crescer, pessoas que ajudam a forjar a sua vida. Tenha Jesus como Senhor e você será bem aventurado, agraciado, Davi descreve alguns benefícios e resultados:

“Para que nossos filhos sejam, como plantas, bem-desenvolvidos na sua mocidade; para que as nossas filhas sejam como pedras de esquina lavradas, como colunas de um palácio; para que as nossas despensas se encham de todo o provimento; para que os nossos gados produzam a milhares e a dezenas de milhares em nossas ruas; para que os nossos bois sejam fortes para o trabalho; para que não haja nem assaltos, nem saídas, nem clamores em nossas ruas.” Salmos 144:12-14 ARC

Observe suas pedrinhas, quais tem atirado no lago. Peça sabedoria para escolher bem porque mesmo que seja no “secreto” a pedrinha vai reverberar. E aí é aquilo, não adianta plantar mamão e querer colher laranja!

Oro para que Deus, nosso Pai, nos livre das mãos dos filhos estranhos, cuja boca fala vaidade e cuja mão direita é a destra da iniquidade. Em nome de Jesus.

“Livra-me e tira-me das mãos dos filhos estranhos, cuja boca fala vaidade e cuja mão direita é a destra da iniquidade. Para que nossos filhos sejam, como plantas, bem-desenvolvidos na sua mocidade; para que as nossas filhas sejam como pedras de esquina lavradas, como colunas de um palácio; para que as nossas despensas se encham de todo o provimento; para que os nossos gados produzam a milhares e a dezenas de milhares em nossas ruas; para que os nossos bois sejam fortes para o trabalho; para que não haja nem assaltos, nem saídas, nem clamores em nossas ruas. Bem-aventurado o povo a quem assim sucede! Bem-aventurado é o povo cujo Deus é o Senhor!”
‭‭Salmos‬ ‭144:11-15‬ ‭ARC‬‬

Processos – mais um aprendizado

Eureka! Entendi qual era o ensinamento do processo recente da minha vida. Quando cheguei nesse entendimento percebi quantas situações semelhantes me geravam medo, insegurança, ansiedade.

Hoje, após perceber meu comportamento diante de uma situação descobri que o resultado não era mais medo, mas COMPAIXÃO. Acho que custei a entender a diferença, mas como num flash essa semana me dei conta que algumas situações me impulsionavam a um um desejo intenso de clamar, interceder como se aquela situação estivesse acontecendo comigo. Com o coração partido me peguei orando e intercedendo por uma pessoa que não conhecia.

Algumas situações nunca aconteceram comigo e sinceramente espero que não aconteçam, mas ouvindo a história de uma mulher na fila dos Correios comecei a ficar com o coração moído porque literalmente conseguia me ver no lugar dela que sem razões óbvias começou a me contar sobre seu momento, como aquilo trazia sofrimento, resumindo era muita desgraça. Ouvi, falei algumas palavras para abençoá-la e logo fui embora. Dentro do meu carro, com aquele sentimento de “facilmente eu poderia ser aquela mulher”comecei do íntimo do meu espírito a clamar por ela e sua família. Eu conseguia descrever os sentimentos, a dor, mas também conseguia reconhecer onde estava Jesus em tudo aquilo. Fiquei um tempo ali, clamando como se fosse comigo.

Há algumas semanas atrás aconteceu a mesma coisa depois de ouvir a história de um jovem, fiquei estranha porque conseguia me ver como a mãe daquele menino e clamei como mãe.

Foi então que percebi e pra mim mesma falei “já sei pra que serviu toda provação e sofrimento, foi para que, assim como oro por minhas aflições eu também consiga fazer pelo outro”.

Ter tido essa revelação trouxe alívio porque ao contrário do que acontecia no passado onde o medo gerava vários sentimentos ruins, hoje a COMPAIXÃO me impulsiona a colocar todo aquele sentimento e peso diante do SENHOR e o resultado ao invés de tormenta hoje é de paz, aquela que excede o entendimento e que apenas pode ser dado por Deus.

Concluí que existem provações que trazem proveito pra gente e para os outros basta estarmos atentos aos ensinamentos. Também concluí que isso é parte de AMAR a Deus e AMAR ao próximo.

Você consegue em algum momento perceber algum ensinamento vindo das suas provações?

Tenho certeza que existem muitas outras coisas a aprender, mas por enquanto estou feliz por ter entendido essa parte porque assim conseguirei identificar mais rápido qual o sentimento verdadeiro nas situações.

Resumo: substitui o MEDO por COMPAIXÃO.

E a paz de Deus, que ninguém consegue entender, guardará o coração e a mente de vocês, pois vocês estão unidos com Cristo Jesus.” Filipenses 4:7 NTLH

“Se tiverem amor uns pelos outros, todos saberão que vocês são meus discípulos.” João 13:35 NTLH

Meus irmãos, sintam-se felizes quando passarem por todo tipo de aflições. Pois vocês sabem que, quando a sua fé vence essas provações, ela produz perseverança. Que essa perseverança seja perfeita a fim de que vocês sejam maduros e corretos, não falhando em nada! Mas, se alguém tem falta de sabedoria, peça a Deus, e ele a dará porque é generoso e dá com bondade a todos.” Tiago 1:2-5 NTLH

Sobre o Reino de Deus

Faz semanas que gostaria de escrever algo, mas não estava conseguindo sentar pra isso. Ainda bem, porque estava num processo de aprender na prática como funciona o Reino de Deus. Estava num processo de saber que uma vez que me entrego 100% nesse Reino, ele cria conexões, oportunidades que permitem viver e expressar esse Reino para qual fui chamada a viver.

Hoje, lendo Mateus 20 observei que Jesus fala sobre uma característica do Reino de Deus fazendo um contraponto com o Reino dos homens. Ele diz que os governantes das nações e poderosos dominam sobre o povo e pessoas e que no reino de Deus, aqueles que querem ser importantes ou que são importantes devem ser servos, porque foi o que Jesus fez, veio, serviu e ainda deu a vida por muitos. Em Mateus 25 ele também adverte sobre servir os pequeninos (aqui ele não está falando de crianças e sim dos que necessitam) como se estivesse fazendo pra ele próprio.

Enfim, não vai dar pra escrever tudo o que tenho aprendido sobre a dinâmica do Reino, mas quero falar sobre uma experiência que tive hoje e que expressa, o que acredito ser, conexões do reino para que os pequeninos sejam alcançados.

Resolvi fazer um limpa no meu ateliê, e quando isso acontece, muitas coisas vão pro lixo, outras são reutilizadas e outras doadas. Dentro dessas coisas doadas ofereci, na internet, retalhos de tecido. Num curto espaço de tempo, três pessoas me escreveram, dei preferência para a primeira, que não deu certo. Combinei com a segunda pessoa pra pegar em casa às 14h, ela teve um contra tempo e me ofereci para levar os tecidos em sua casa. Fui até lá! Pra minha surpresa os tecidos seriam utilizados para fazer colcha e coberta para pessoas que não tem como comprar. Fiquei tão feliz! Logo me veio em mente, isso são conexões do Reino. Uma vez que nos colocamos disponíveis para sermos usados como instrumento de expansão, Deus leva isso a sério e pessoas que nunca imaginaria conhecer, conheço, pessoas que nunca pensaria atingir, atinjo. Muitas coisas aconteceram nesse pequeno espaço de tempo entre resolver doar e efetivar a doação, primeiro a empatia imediata com a segunda pessoa interessada, o fato do carro dela quebrar e não poder vir até mim, eu mesma decidir levar depois de ter cogitado enviar meu filho. Uma apreensão sobre qual o destino de um descarte que pra mim era inútil, mas que sabia ser útil.

Talvez você esteja lendo e achando tudo isso uma feliz coincidência, mas para aqueles que decidem viver sua vida num Reino de paz, abundância e amor, coincidências não existem.

Que Deus abençoe abundantemente essa mulher e sua avó pelo trabalho que fazem.

Quanto a mim, que Deus continue me dando conexões do seu reino para que muitos sejam servidos através da minha vida. Estou feliz por ter saído de casa e ter encontrado pessoas referência de generosidade e amor ao próximo.

Deus é bom!

20 Anos de Casado

No dia 4 de outubro de 2016, eu e meu marido completamos 20 anos de casados, eu disse 20 anos!!!!
Nesses anos, enquanto andávamos pelo caminho, aprendi muitas coisas, dentre elas as básicas, como ser mãe, esposa e eu mesma!
Quem nos conhece há tempos, pode nos olhar com desconfiança porque a trajetória de fato não foi fácil, mas os que nos conheceram nos dias atuais podem nos olhar quase que com olhar de contos de fadas rsrsrs Nem um e nem outro, acredite!
Mas nesse processo chamado 20 anos, enquanto muitas vezes achava que Deus tinha puxado meu tapete, aprendi que no silêncio e na resiliência o Pai chega mais perto. Em muitos momentos, mesmo desconfiando de mim mesma e do amor de Deus, fiz o que Ele me pedia e minha recompensa veio. Me encontrei com o Amor do Pai nesse processo e isso me permitiu amar meu marido e a mim mesma além de mim.
Descobri que tudo o que fez e faz parte do meu casamento me treinou para ser quem sou hoje e sabe que eu gosto muito!
Posso falar sobre a precocidade da maternidade, ensinar que para tudo tem seu tempo, apressar só nos faz correr ao invés de caminhar. Hoje Deus me afirma como mãe exemplar, não porque não erro, mas pq sei onde buscar socorro e aprendi que as alianças que fizemos com Deus são reais.
Com as dificuldades e falta de responsabilidade financeira aprendemos que 2+2 são 4 e que se tivemos algo quando não podíamos, hoje que podemos talvez seja tempo de não ter.
Com a quebra da confiança aprendemos a conversar, a nos vulnerabilizar e a reconstruir.
Aprendi sobre generosidade porque meu marido é um exemplo, em tempos em que ele tinha ou mesmo quando não tinha nada a oferecer.
Nessa caminhada toda, nesses 20 anos, nos tornamos outras pessoas, porque encontramos em Deus o amor e a satisfação que buscávamos um no outro. Entendemos quem cada um era. Entendi que para meu marido ser bem sucedido ele precisa de afirmação, encorajamento, admiração, apoio e o reconhecimento da pessoa maravilhosa que Deus projetou. São tantas qualidades!
Aprendi a enxerga-lo sem rótulos e a ama-lo “profeticamente”, de acordo com o que o Pai vê nele.
Vinte anos é muito tempo e ao mesmo tempo, pouco tempo porque queremos viver mais uns par de 20.
Queremos envelhecer como casal, sabendo que somos relevantes e que de alguma forma nossa história inspira outros. Histórias cheia de sucessos e de fracassos.
Nós celebramos essa data e nos renovamos com o compromisso de buscar em Deus a peça que encaixa perfeitamente no quebra cabeça que é viver um relacionamento familiar.
Amo vc amor.
Ro