A voz no meio da tempestade

A vida de Jó estava uma literal desgraça. Aliás é disso que lembramos quando falamos de Jó, das desgraças que aconteceram e ainda usamos a expressão “paciência de Jó”. Não sei bem o motivo dessa expressão, mas não expressa a realidade não, afinal Jó estava bem impaciente com aquela condição. Talvez a paciência se refira a ainda escutar seus amigos, os verdadeiros “amigos da onça”. Tá na pior? Arrume amigos como os de Jó… brincadeira.

Mas a ênfase aqui é outra. Conforme lia a partir do capítulo 38 a resposta de Deus a Jó, o meu coração foi se enchendo de temor e ao mesmo tempo de esperança, afinal esse Deus que Criou os detalhes desse universo é meu Pai, a sabedoria está nele, ou melhor, Ele é a própria sabedoria.

Vai me dizer que você nunca foi a praia, sentou na areia de frente para o mar e se perguntou, como podem essas águas terem tanto controle? É tanta água que poderia cobrir a Terra, mas ela para na areia, como pode isso? Deus nos dá essa resposta:

““Quem foi que estabeleceu os limites para o mar, quando as águas surgiram do abismo? Quem foi que cobriu o oceano de nuvens e escuridão? Onde você estava quando tracei os limites ao mar, de onde as ondas não podem passar, e disse: ‘Até aqui você pode vir, mas daqui para a frente as suas ondas altas e orgulhosas não podem passar’?”

Jó 38:8-11 NBV-P

Minha nossa, como explicar um Deus tão grande assim, com todo esse poder? O problema da autossuficiência é que perdemos a oportunidade de descansar nos braços desse Deus grande e maravilhoso. Por muitas vezes esse ano utilizei o texto de Filipenses 4:6-8 como lembrança do que tenho que fazer no meio da tempestade:

“Não se aflijam com nada; em vez disso, orem a respeito de tudo; contem a Deus as necessidades de vocês, e não se esqueçam de agradecer-lhe. Se fizerem isto, vocês experimentarão que a paz de Deus, que excede todo o entendimento, conservará a mente e o coração de vocês em Cristo Jesus. E agora, irmãos, ao terminar esta carta, quero dizer-lhes mais uma coisa. Firmem seus pensamentos naquilo que é verdadeiro, nobre e direito. Pensem em coisas que sejam puras e agradáveis e detenham-se nas coisas excelentes. Pensem em todas as coisas pelas quais vocês possam louvar a Deus.”

Filipenses 4:6-8 NBV-P

Outro exercício que faço é olhar para o céu, ver os pássaros voando, as nuvens se mexendo, o sol ou a lua se movimentando. Mais uma vez me lembro do autor dessa obra de arte e me pergunto, o que é tão grande para esse Deus que criou todas essas coisas?

Tenho certeza que se você buscar a Deus, manifestado em Jesus, Ele vai te encontrar em meio a tempestade, assim como fez com Jó. A resposta talvez não seja o que você espera, mas uma coisa é certa, assim como Jó você compreenderá quem é esse Deus e o conhecerá não apenas de ouvir falar, mas o conhecerá porque o encontrou e o temor gerado será tão grande que todas as demais coisas ficarão pequenas perto desse Deus tão grande e então você entenderá que:

“Mas em todas estas coisas somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou. Pois estou convencido de que nem morte nem vida, nem anjos nem demônios, nem o presente nem o futuro, nem quaisquer poderes, nem altura nem profundidade, nem qualquer outra coisa na criação será capaz de nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.”

Romanos 8:37-39 NVI

Não sei qual a tempestade que você está passando, mas caso esteja no meio de uma, busque a Deus. A Bíblia fala que o Pai foi manifestado no filho (Jesus) e que este ressuscitou e enviou seu próprio Espírito para habitar em nós e assim pelo Espírito seremos consolados e receberemos paz mesmo no meio da tempestade.

Seja encorajado pela história de Jó, não murmure, agradeça porque com certeza mais são as coisas para agradecer. No mais, descanse e entregue nas mãos do Deus que pensou em cada detalhe da criação, do Deus que nos conhece desde o ventre da nossa mãe. Do Deus que enviou seu próprio filho para morrer e ressuscitar para nos dar vida e nos reconciliar consigo e ainda nos deixou o Espírito Santo que confirma em nossa coração que não mais somos escravos, mas filhos.

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