A chave para entrar no Reino de Deus – Lucas 15

Antes de tudo, se você tem um Bíblia, leia Lucas 15 ou vá até o final desse texto e leia a transcrição da passagem.

Existe uma palavra chave para entrarmos no Reinos de Deus que é ARREPENDIMENTO, a consciência de que não merecemos. Esse capítulo do livro de Lucas fala essencialmente disso.

Na parábola da ovelha perdida Jesus compara a ovelha ao pecador que se arrepende e diz que essa pessoa arrependida tem mais valor do que as 99 que são “boas” e não precisam se arrepender.

Na parábola da moeda perdida acontece a mesma coisa, essa moeda encontrada é comparada a um pecador que se arrepende e diz que os anjos se alegrarão por essa pessoa.

Por fim a parábola do filho pródigo usa o exemplo de pessoas para descrever as outras duas. O texto fala no versículo 18 que esse filho tem consciência de que não merece ser chamado de filho, diz que ele caiu em si.

Nosso arrependimento nos leva de volta a casa do Pai. Não são nossas ações ou o quanto nos julgamos bons que nos levará a uma vida com Deus Pai, o ARREPENDIMENTO primeiramente da rebeldia, da independência e autossuficiência e o reconhecimento de que através de Jesus, seu filho, que levou sobre si o pecado do mundo e ressuscitou no terceiro dia nos dará esse acesso. Aí então, recebemos o Espírito Santo que nos capacita a viver uma vida que agrada a Deus.

Nas 3 parábolas Deus vai ao encontro do arrependido e festeja sua volta para casa, de onde nunca deveríamos ter saído.

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“Então Jesus contou esta parábola: — Se algum de vocês tem cem ovelhas e perde uma, por acaso não vai procurá-la? Assim, deixa no campo as outras noventa e nove e vai procurar a ovelha perdida até achá-la. Quando a encontra, fica muito contente e volta com ela nos ombros. Chegando à sua casa, chama os amigos e vizinhos e diz: “Alegrem-se comigo porque achei a minha ovelha perdida.” — Pois eu lhes digo que assim também vai haver mais alegria no céu por um pecador que se arrepende dos seus pecados do que por noventa e nove pessoas boas que não precisam se arrepender. Jesus continuou: — Se uma mulher que tem dez moedas de prata perder uma, vai procurá-la, não é? Ela acende uma lamparina, varre a casa e procura com muito cuidado até achá-la. E, quando a encontra, convida as amigas e vizinhas e diz: “Alegrem-se comigo porque achei a minha moeda perdida.” — Pois eu digo a vocês que assim também os anjos de Deus se alegrarão por causa de um pecador que se arrepende dos seus pecados. E Jesus disse ainda: — Um homem tinha dois filhos. Certo dia o mais moço disse ao pai: “Pai, quero que o senhor me dê agora a minha parte da herança.” — E o pai repartiu os bens entre os dois. Poucos dias depois, o filho mais moço ajuntou tudo o que era seu e partiu para um país que ficava muito longe. Ali viveu uma vida cheia de pecado e desperdiçou tudo o que tinha. — O rapaz já havia gastado tudo, quando houve uma grande fome naquele país, e ele começou a passar necessidade. Então procurou um dos moradores daquela terra e pediu ajuda. Este o mandou para a sua fazenda a fim de tratar dos porcos. Ali, com fome, ele tinha vontade de comer o que os porcos comiam, mas ninguém lhe dava nada. Caindo em si, ele pensou: “Quantos trabalhadores do meu pai têm comida de sobra, e eu estou aqui morrendo de fome! Vou voltar para a casa do meu pai e dizer: ‘Pai, pequei contra Deus e contra o senhor e não mereço mais ser chamado de seu filho. Me aceite como um dos seus trabalhadores.’ ” Então saiu dali e voltou para a casa do pai. — Quando o rapaz ainda estava longe de casa, o pai o avistou. E, com muita pena do filho, correu, e o abraçou, e beijou. E o filho disse: “Pai, pequei contra Deus e contra o senhor e não mereço mais ser chamado de seu filho!” — Mas o pai ordenou aos empregados: “Depressa! Tragam a melhor roupa e vistam nele. Ponham um anel no dedo dele e sandálias nos seus pés. Também tragam e matem o bezerro gordo. Vamos começar a festejar porque este meu filho estava morto e viveu de novo; estava perdido e foi achado.” — E começaram a festa. — Enquanto isso, o filho mais velho estava no campo. Quando ele voltou e chegou perto da casa, ouviu a música e o barulho da dança. Então chamou um empregado e perguntou: “O que é que está acontecendo?” — O empregado respondeu: “O seu irmão voltou para casa vivo e com saúde. Por isso o seu pai mandou matar o bezerro gordo.” — O filho mais velho ficou zangado e não quis entrar. Então o pai veio para fora e insistiu com ele para que entrasse. Mas ele respondeu: “Faz tantos anos que trabalho como um escravo para o senhor e nunca desobedeci a uma ordem sua. Mesmo assim o senhor nunca me deu nem ao menos um cabrito para eu fazer uma festa com os meus amigos. Porém esse seu filho desperdiçou tudo o que era do senhor, gastando dinheiro com prostitutas. E agora ele volta, e o senhor manda matar o bezerro gordo!” — Então o pai respondeu: “Meu filho, você está sempre comigo, e tudo o que é meu é seu. Mas era preciso fazer esta festa para mostrar a nossa alegria. Pois este seu irmão estava morto e viveu de novo; estava perdido e foi achado.””
‭‭Lucas‬ ‭15:3-32‬ ‭NTLH‬‬

Não tem meritocracia no Reino de Deus – Lucas 7:1-10

Para entender o contexto leia o texto de Lucas 7:1-10 transcrito abaixo:

“Quando Jesus acabou de dizer essas coisas ao povo, foi para a cidade de Cafarnaum. Havia ali um oficial romano que tinha um empregado a quem estimava muito. O empregado estava gravemente doente, quase morto. Quando o oficial ouviu falar de Jesus, enviou alguns líderes judeus para pedirem a ele que viesse curar o seu empregado. Eles foram falar com Jesus e lhe pediram com insistência: — Esse homem merece, de fato, a sua ajuda, pois estima muito o nosso povo e até construiu uma sinagoga para nós. Então Jesus foi com eles. Porém, quando já estava perto da casa, o oficial romano mandou alguns amigos dizerem a Jesus: — Senhor, não se incomode, pois eu não mereço que entre na minha casa. E acho também que não mereço a honra de falar pessoalmente com o senhor. Dê somente uma ordem, e o meu empregado ficará bom. Eu também estou debaixo da autoridade de oficiais superiores e tenho soldados que obedecem às minhas ordens. Digo para um: “Vá lá”, e ele vai. Digo para outro: “Venha cá”, e ele vem. E digo também para o meu empregado: “Faça isto”, e ele faz. Jesus ficou muito admirado quando ouviu isso. Então virou-se e disse para a multidão que o seguia: — Eu afirmo a vocês que nunca vi tanta fé, nem mesmo entre o povo de Israel! Aí os amigos do oficial voltaram para a casa dele e encontraram o empregado curado.”
‭‭Lucas‬ ‭7:1-10‬ ‭NTLH‬‬

Essa história é interessante porque quando o oficial envia alguns judeus para pedir a Jesus que curasse seu empregado, a argumentação dos judeus era que aquele homem MERECIA que Jesus o atendesse porque ele era bom e havia até construído um templo para eles. O interessante é que chegando perto da casa, aquele homem enviou outras pessoas pedindo para que Jesus apenas ordenasse que o empregado fosse curado porque ele não era DIGNO ou NÃO MERECIA nem estar na presença de Jesus. No final Jesus diz que nunca tinha visto tamanha fé nem no meio do povo de Israel e o homem foi curado (a distância).
Aqui Jesus deixa claro que realmente não era o merecimento que faria com que Jesus curasse aquele homem e sim a fé. Jesus não diz “esse homem merece”, ele diz “nunca vi FÉ como essa”.
Não é sobre merecimento, é sobre fé. Ninguém é bom o bastante que mereça a atenção ou salvação de Deus, a temos por meio da FÉ em Jesus. O Reino de Deus não é sobre meritocracia porque se fosse nenhum de nós teria acesso a nada.
Por meio da FÉ em Jesus somos salvos, por pura GRAÇA (favor que não merecemos) de Deus.

“Pois pela graça de Deus vocês são salvos por meio da fé. Isso não vem de vocês, mas é um presente dado por Deus.”
‭‭Efésios‬ ‭2:8‬ ‭NTLH‬‬

Mas, pela sua graça e sem exigir nada, Deus aceita todos por meio de Cristo Jesus, que os salva.”
‭‭Romanos‬ ‭3:24‬ ‭NTLH‬‬

Uma Cura Interessante (João 9)

Depois de uma das discussões com os escribas e fariseus, Jesus se ausentou porque mais uma vez a intenção era matá-lo.

No caminho Jesus e os discípulos encontraram um cego de nascença, nesse momento eles perguntaram quem havia pecado, o cego ou seus pais. Uma pergunta um tanto engraçada já que se tratava-se um cego de nascença, mas vamos para frente, Jesus respondeu que nem ele e nem seus pais haviam pecado, mas que essa cegueira demonstraria a glória de Deus. O homem foi curado.

Esse homem não tinha visto quem o curou uma vez que Jesus usou um método bem criativo, ele cuspiu na terra, fez um barro e colocou nos olhos do homem e pediu para que ele fosse ao tanque de Siloé para se lavar. O homem fez o que Jesus falou e foi curado. Vida que segue (só que não).

Parece que ele era um cego conhecido porque no caminho as pessoas se questionavam se aquele era o cego que costumava mendigar. E ficou naquela de “é”, “não é” até que ele mesmo respondeu “sou eu sim!”, a segunda parte do questionamento foi sobre quem então o havia curado e o ex-cego sem cerimônia disse que tinha sido Jesus (aparentemente Jesus se apresentou) e descreveu todo o método utilizado.

Como de costume, após a cura esse homem foi levado aos fariseus e a saga das perguntas começou novamente, especialmente porque era sábado. Não bastando o interrogatório com o homem curado, chamaram também seus pais para confirmar o que tinha acontecido.

Jesus bugou o cérebro dos fariseus porque depois de tantas perguntas e terem constatado que de fato aquele homem era cego e agora enxergava, concluíram que então Jesus era pecador (porque a cura aconteceu num sábado) e digo que o cérebro bugou porque de novo eles perguntaram “mas como isso aconteceu mesmo”? O homem se irritou e disse que já tinha contado como tinha acontecido e finalizou “se é pecador não sei, o que sei é que era cego e agora vejo”.

Bom, essa é a história e quero destacar que um cara que passou a vida cego, teve contato com o salvador que trouxe cura não só para cegueira física, mas também para a cegueira espiritual, sei disso porque ele passou a enxergar o que supostamente os fariseus deveriam ver, as realidades do Reino de Deus.

O cego que não enxergava viu as verdades espirituais e os fariseus que enxergavam estavam cegos espiritualmente. Leiam o diálogo e vocês vão perceber com quem estava a sabedoria.

Essa é a beleza do evangelho, parece loucura para os que se dizem sábios e alcança os de coração vulnerável (1 Coríntios 3:18; Salmos 34:18).

A pergunta que fica é: quem sou eu nessa história?

1. Aquele que não consegue ver além do padrão formatado, que não enxerga as maravilhas do Pai se não acontece da maneira que entende ser o “correto”, que está mais preocupado com as regras?

2. Ou o vulnerável que reconhece que os caminhos do Senhor são muito maiores do que os nossos, que reconhece que precisa de ajuda e consegue reconhecer os movimentos de Jesus mesmo que sejam fora do esperado?

A melhor maneira de saber se estamos decifrando direito é desenvolvendo um relacionamento íntimo com o criador onde ouvimos a voz do bom pastor e seguimos mesmo sem entender. Damos glória a Deus Pai por cada centímetro da nossa vida sem questionar o método.

Apenas conhecer de maneira racional Jesus e seu Reino não te faz íntimo de Deus e com isso te faz cego para aquilo que Ele faz. Viva as realidades do Reino de Deus através da fé e confiança naquele que fez o céus e a Terra e que o Espírito Santo traga cada vez mais entendimento espiritual (revelação) e a cada revelação você possa dizer: “uma coisa eu sei, eu era cego e agora vejo”.

“O homem respondeu: — Eu já disse, e vocês não acreditaram. Por que querem ouvir isso outra vez? Por acaso vocês também querem ser seguidores dele? Então eles o xingaram e disseram: — Você é que é seguidor dele! Nós somos seguidores de Moisés. Sabemos que Deus falou com Moisés; mas este homem, nós nem mesmo sabemos de onde ele é. Ele respondeu: — Que coisa esquisita! Vocês não sabem de onde ele é, mas ele me curou. Sabemos que Deus não atende pecadores, mas ele atende os que o respeitam e fazem a sua vontade. Desde que o mundo existe, nunca se ouviu dizer que alguém tivesse curado um cego de nascença. Se esse homem não fosse enviado por Deus, não teria podido fazer nada. Eles disseram: — Você nasceu cheio de pecado e é você que quer nos ensinar? E o expulsaram da sinagoga. Jesus ficou sabendo que tinham expulsado o homem da sinagoga. Foi procurá-lo e, quando o encontrou, perguntou: — Você crê no Filho do Homem? Ele respondeu: — Senhor, quem é o Filho do Homem para que eu creia nele? Jesus disse: — Você já o viu! É ele que está falando com você! — Eu creio, Senhor! — disse o homem. E se ajoelhou diante dele.”
‭‭João‬ ‭9:27-38‬ ‭NTLH‬‬

Sobre Mulheres

Sou uma pessoa bem reflexiva e no que diz respeito a alguns assuntos, sou mais ainda. Talvez porque me incomoda a mentalidade que pensamos não ter, mas que temos!

Escutei numa palestra que nosso cérebro é como um iceberg, onde o consciente é aquela parte pequenina e o subconsciente a parte grandona, escondida. O fato é que muitas vezes agimos e reagimos de acordo com a parte escondida. E quanta coisa há ali hein! Normalmente nossas ações dizem aquilo que a gente acha que NÃO pensa.

Quem me conhece sabe que um dos temas que me incomoda é “mulher”, me incomoda tanto que já disse que deveria ter nascido de cueca e não calcinha kkkkkk Isso não tem nada a ver com um desejo oculto de ser homem, mas com um desejo de ser ouvida e ser “relevante” como um homem. Me incomoda mais porque, como igreja, agimos para reforçar como há desigualdade entre homens e mulheres, falamos que pensamos ser iguais, mas agimos de forma contrária. Temos discursos que “provam” essa desigualdade, reafirmamos a maldição de Eva: “…. você vai querer agradar seu marido, mas ele governará você”(Gênesis 2:16b) Ou seja, tratamos a mulher como uma categoria secundária. Mulher é ouvida de faz de conta, pensamos que mulher é boa apenas na cozinha e com crianças. Mas peraí, em Jesus todas essas maldições e toda a separação não foram colocadas na cruz????? A resposta é sim e deveríamos viver como pessoas livres que manifestam o que Jesus nos trouxe. Afinal, Paulo disse que não havia mais categoria escravo/livre, homem/mulher. Isso nos coloca em igualdade.

Como igreja deveríamos ser exemplo para a sociedade de como tratar uma mulher, exemplo de como não subjugar, exemplo de como utilizar o que ela tem que COMPLETA o homem.

Uma chave sem fechadura não tem utilidade, ou pelo menos não se obtém o que ela foi criada para, seu papel não será completo sem a fechadura. O mesmo serve para o homem, ele nunca obterá seu máximo sozinho, ele precisa, se quiser ser o máximo, do que a mulher tem a oferecer (e não to falando sobre cozinha, crianças e lavar cuecas). Homem precisa da visão sensível da mulher, precisa da sua habilidade de pensar e fazer várias coisas ao mesmo tempo, precisa da sua sabedoria, do seu desprendimento, da sua reflexão, entre outras qualidades.

Homens, vocês não tomam melhores decisões e nem são melhores porque são focados. Mulheres, não somos melhores ou temos melhores soluções porque pensamos em mil coisas ao mesmo tempo. Somos iguais e contribuímos quando trabalhamos juntos!

Igreja, vamos acordar e ser o reflexo de Jesus na terra e ser de fato algo em que a sociedade possa se inspirar!

Textos que me inspiraram essa manhã: (os grifos são meus)

“O mesmo vale para vocês, esposas: sejam boas esposas, cada uma para o seu marido, atentas às necessidades deles. Há maridos que, mesmo indiferentes à Palavra de Deus, poderão ser cativados pela vida da beleza santa de vocês. O que importa não é a aparência exterior — o estilo do cabelo, as joias, o corte da roupa —, mas sim sua atitude interior.

Cultivem a beleza interior, do tipo gracioso e gentil que agrada a Deus. As mulheres santas de antigamente eram lindas na presença de Deus desse modo e eram boas e leais aos maridos. Sara, por exemplo, tratava Abraão como “meu querido marido”. Vocês serão verdadeiras filhas de Sara se fizerem o mesmo, sem ansiedade e sem acanhamento

O mesmo vale para vocês, maridos: sejam bons maridos, cada um para a sua esposa. Não deixem de honrá-las nem de se alegrar com elas. Sendo mulheres, elas não têm alguns dos privilégios de vocês. Mas na nova vida sob a graça de Deus vocês são iguais. Portanto, tratem a esposa iguais a vocês, para que suas orações não sejam daquelas que nem passam do teto.” (1Pedro 3:4-7 A Mensagem)

“Fico feliz por saber que vocês continuam a se lembrar de mim e a me honrar, guardando as tradições da fé que ensinei. Toda autoridade verdadeira vem de Cristo. 

No relacionamento conjugal, existe autoridade da parte de Cristo para o marido e da parte do marido para a esposa. A autoridade de Cristo é a autoridade de Deus. Qualquer homem que fala com Deus ou sobre Deus sem respeito pela autoridade de Cristo está desonrando o Senhor. E a esposa que fala com Deus sem respeito para com a autoridade do marido está desonrando seu marido. Pior ainda, está desonrando a si mesma — uma cena lamentável. É como se estivesse com a cabeça rapada. Essa é a origem do costume de a mulher cobrir a cabeça no culto, enquanto o homem tira o chapéu. Com esses atos simbólicos, homens e mulheres, que muitas vezes batem de frente um como outro, submetem sua “cabeça” ao Cabeça: Deus.

A propósito, não valorizem demais as diferenças entre homem e mulher. Nem o homem nem a mulher podem caminhar sozinhos ou reivindicar prioridade. ” (1Coríntios 11:1-10 A Mensagem) 

 

O Espelho – ainda sobre identidade

Há algumas semanas tenho refletido no texto de Romanos capítulos 6 a 8. Só pra você entender o porque desses capítulos específicos, comecei com o 8 porque alguns versículos sempre falam muito comigo (12-17), depois preparando um estudo li o capítulo 7 porque tinha a ver com o assunto e pra finalizar, na mesma semana estava lendo um livro que colocava o contexto do capítulo 7 junto com o 6. Ah, não posso esquecer que meu filho, que está viajando me mandou naquela semana alguns versículos de Romanos 8. Entendi que estava no lugar certo 🙂

Vou usar um espelho pra explicar o que quero dizer. A Bíblia diz que fomos criados a imagem e semelhança de Deus, quando olhávamos para o espelho, a imagem refletida era exatamente o que era. A humanidade era aquilo que o espelho refletia. Mas quando o pecado entrou na história, o espelho que recebemos foi igual aqueles engraçados que aumentam, diminuem a silhueta, ou seja, temos uma imagem distorcida de nós mesmos. E a partir da imagem que temos no espelho é que começamos a escolher nossas “roupas” e adivinhem, essas roupas ficaram horrorosas em nós, as escolhas foram péssimas.

Esses capítulos de Romanos falam daquele que veio e devolveu o espelho da imagem real e por isso nossas decisões não precisam ser mais baseadas no espelho distorcido. Temos liberdade de usar o espelho perfeito e fazer escolhas a partir dele. Uhuuuuuuu! Problema resolvido. Identidade devolvida!

Sabe qual tem sido o problema disso tudo? É que mesmo tendo o espelho perfeito, as vezes fazemos escolhas baseadas na imagem que temos do espelho distorcido. Que chato hein! Pois é, mas Romanos 8:1 diz “Com a chegada de Jesus, o Messias, o dilema fatal foi resolvido. Os que estão em Cristo não precisam mais viver numa nuvem escura e depressiva. Um novo poder está atuando. O Espírito da vida em Cristo, como um vento forte, limpou totalmente o ar, libertando vocês de uma tirania brutal nas mãos do pecado e da morte.” (A Mensagem)

Assuma sua identidade de um espelho que Jesus deu pra você e não tome decisões a partir de um espelho distorcido.

Minha visão sobre a África

Escrevi esse texto em 2012 e postei em outro blog que eu tinha, acho que vale a pena a releitura.

Já viajei para alguns países, mas nenhum se compara a esta para Moçambique e África do Sul. Embora os meus olhos tenham brilhado mais em Moçambique, incluo a África do Sul pelo contraste que uma fronteira pode causar. De um lado a modernidade, a limpeza, a organização e a sensação de civilidade urbana enquanto de outro a cultura primitiva, a precariedade, as lembranças de uma guerra civil, a falta do que entendemos como básico.

No que se refere à região de Moçambique que visitei incluindo Inhambane, Maxixe e redondezas posso dividir em duas partes, pois conheci pessoas de ambos os lados. De um lado pessoas que moram na cidade e de outro famílias que vivem nas vilas (comparado aos bairros). A cidade embora pequena é mais parecido com o que conhecemos por cidade, com bancos, lojas, restaurantes, feiras livres, ambulantes, casas de alvenaria, hotéis. Enquanto nas vilas a realidade é outra, afastado do asfalto, casas construídas de materiais naturais, cobertas por sapê, sem saneamento básico, sem água, luz. Nesses lugares cozinha e banheiro são tão primitivos!

Embora a língua oficial seja o português, existem inúmeros dialetos que são falados mais do que o português, então as pessoas que frequentam a escola e que vivem na cidade falam o português, mas o pessoal das vilas na sua maioria fala o dialeto local. E nessa parte encontrei o primeiro encantamento, porque mesmo com toda a dificuldade, falta de recursos e tudo mais, muita gente fala mais do que um idioma, normalmente é o português, inglês e vários outros dialetos. Adolescentes dão muito valor ao estudo, mesmo que o futuro não lhes dê muitas oportunidades. Pais valorizam a educação das crianças no que se refere a comportamento e isso foi outro encantamento, crianças extremamente educadas.

E como não poderia ser diferente, conheci a alegria daquele povo onde tudo vira música e dança. Aguardávamos na ponte o nosso taxi boat para atravessar a baia, quando chega uma turma de aproximadamente 8 pessoas e começam a cantar e dançar pra nós com uma alegria contagiante. Nos juntamos a eles e cantamos até o barco chegar. Que experiência!

Também tive a oportunidade de conhecer o oceano Índico, ficamos numa cabana no que eles chamam de Resort. Que lugar maravilhoso, uma beleza natural incrível, onde baleias e golfinhos dão um show perto da costa.

Achei que seria um problema em termos de alimentação, mas acabei me impressionando com as comidas que em muito se assemelha a nossa e inclui arroz, batata frita, frango assado, carne de panela e etc. O tempero é um pouco mais forte e faz lembrar comida feita em fogão à lenha. Algumas carnes são diferentes, mas nada que assuste:)

Na África do Sul, especificamente Malelani, Nelspruit e Johanesburg destaco pontos turísticos como Kruger Park, local que fizemos o safari (Malelani), Estádios da Copa de 2010 em Nelspruit e Soccer City em Johanesburg e por fim o Lion Park em Johanesburg onde é possível ter contato físico com filhotes de leões, alimentar girafa. Infelizmente não conheci o museu do Apartheid, pois não tivemos tempo suficiente, mas fica a dica!

Como disse, foi uma das viagens mais incríveis que fiz, saí de lá com amigos, com o coração alegre pela oportunidade de amar ainda mais a Criação, incluindo homens e natureza!

Aproxime-se de mim

Estava escutando uma música que gosto bastante, que diz (em tradução livre):

“Aproximem-se de mim; Para eu me aproximar de Você; Puxe as cordas do meu coração; Pois eu anseio por responder a você; Fiz um lugar pra vc aqui, então venha; Todas as coisas são possíveis pra você, então venha”

Estava pensando nos momentos de adoração que temos e o que eu tenho pedido. Essa música expressa o desejo do meu coração em cada música que canto. Eu desejo a presença do SENHOR, porque é um lugar tão bom de estar! Minha intimidade com Ele tem me levado a lugares que não imaginava. Todas as vezes quando dirijo a adoração eu fico com um frio na barriga porque não quero que seja fingido, quero, desejo a presença do Deus vivo, eu oro comigo mesma, menos de mim e mais de você e me sinto livre. Livre pra adorar, pra expressar, pra receber e pra dar. Eu desejo que a atmosfera mude, que o Reino venha, que o Espírito flua. Esse é o meu sentimento e meu coração tem queimado. Qual tem sido seu desejo?