O Espelho – ainda sobre identidade

Há algumas semanas tenho refletido no texto de Romanos capítulos 6 a 8. Só pra você entender o porque desses capítulos específicos, comecei com o 8 porque alguns versículos sempre falam muito comigo (12-17), depois preparando um estudo li o capítulo 7 porque tinha a ver com o assunto e pra finalizar, na mesma semana estava lendo um livro que colocava o contexto do capítulo 7 junto com o 6. Ah, não posso esquecer que meu filho, que está viajando me mandou naquela semana alguns versículos de Romanos 8. Entendi que estava no lugar certo 🙂

Vou usar um espelho pra explicar o que quero dizer. A Bíblia diz que fomos criados a imagem e semelhança de Deus, quando olhávamos para o espelho, a imagem refletida era exatamente o que era. A humanidade era aquilo que o espelho refletia. Mas quando o pecado entrou na história, o espelho que recebemos foi igual aqueles engraçados que aumentam, diminuem a silhueta, ou seja, temos uma imagem distorcida de nós mesmos. E a partir da imagem que temos no espelho é que começamos a escolher nossas “roupas” e adivinhem, essas roupas ficaram horrorosas em nós, as escolhas foram péssimas.

Esses capítulos de Romanos falam daquele que veio e devolveu o espelho da imagem real e por isso nossas decisões não precisam ser mais baseadas no espelho distorcido. Temos liberdade de usar o espelho perfeito e fazer escolhas a partir dele. Uhuuuuuuu! Problema resolvido. Identidade devolvida!

Sabe qual tem sido o problema disso tudo? É que mesmo tendo o espelho perfeito, as vezes fazemos escolhas baseadas na imagem que temos do espelho distorcido. Que chato hein! Pois é, mas Romanos 8:1 diz “Com a chegada de Jesus, o Messias, o dilema fatal foi resolvido. Os que estão em Cristo não precisam mais viver numa nuvem escura e depressiva. Um novo poder está atuando. O Espírito da vida em Cristo, como um vento forte, limpou totalmente o ar, libertando vocês de uma tirania brutal nas mãos do pecado e da morte.” (A Mensagem)

Assuma sua identidade de um espelho que Jesus deu pra você e não tome decisões a partir de um espelho distorcido.

Lucas 6:26a (A Mensagem)

Tenho pensado em dois temas específicos: IDENTIDADE e ENCONTROS COM JESUS. Agora vou falar sobre o primeiro e em outra oportunidade sobre o segundo.

De acordo com a Bíblia, fomos feitos a imagem e semelhança de Deus, mas num determinado momento fomos corrompidos pelo PECADO, ou seja, o que era perfeitamente formado ficou deformado. Pensa num computador, quando compramos ele está perfeito, funcionando como esperamos que o faça, mas se por um acaso o sistema é afetado por um vírus, o que acontece? O computador fica corrompido e começa a fazer coisas que quando você comprou não esperava, como por exemplo, expor seus dados (Não entendo muito de sistemas, mas sei que o estrago pode ser grande com um vírus rsrsrs). Aí você chama um técnico e ele restaura seu computador e ele volta a funcionar como você espera e gostaria. Isso o livra de pegar novos vírus? Mesmo estando com um antivírus, o risco de corromper ainda existe, certo?

Sobre identidade, o computador deixou de ser computador porque pegou um vírus? O seu propósito foi mudado por conta disso, alguém conhece o computador pelos sintomas virais? NÃO.

Pois é, nossa identidade é mais ou menos isso. Quando Deus nos criou, éramos perfeitos, nos relacionávamos perfeitamente, tudo funcionava bem, até que o vírus (pecado) entrou e estragou, mas deixamos de ser a imagem e semelhança de Deus? Perdemos a nossa origem? Não, mas assim como um computador precisou de um técnico, nós precisamos de Jesus para reencontrar o propósito ao qual fomos criados. Aqueles que receberam Jesus e seu Espírito foram restaurados e os estragos causados pelo pecado foram resetados, não precisamos mais agir como se nosso sistema estivesse afetado, porque somos regidos pelo sistema perfeito e o Santo Espírito (anti vírus) nos capacita a uma vida com um “funcionamento perfeito”.

Jesus fala assim em Lucas 6: 26: “Coitados de vocês que dependem da aprovação dos outros, sempre preocupados em agradar a todos. Essa escravidão compromete a sinceridade”, entre os versículos 35-36 ele fala  “assumam sua identidade, criada por Deus. Procurem imitá-lo”.

É simples, se Jesus é aquele que estava no princípio e se através dele tudo se fez e como disse, a Bíblia fala que fomos feitos a imagem e semelhança deles (trindade), podemos imitar o Deus que se fez homem e habitou entre nós. Temos uma referência.

Nossa identidade está em Jesus, não precisamos nos comportar como a sociedade dita que façamos, nem precisamos ficar escravos de nosso passado e de nossas vergonhas. Porque agora, aqueles que estão em Cristo vestem roupas novas e são novas criaturas. Somos aceitos, somos amados, somos filhos e filhas que podem se relacionar com o Deus Eterno.

Tipo isso!!!!!!!!

Minha visão sobre a África

Escrevi esse texto em 2012 e postei em outro blog que eu tinha, acho que vale a pena a releitura.

Já viajei para alguns países, mas nenhum se compara a esta para Moçambique e África do Sul. Embora os meus olhos tenham brilhado mais em Moçambique, incluo a África do Sul pelo contraste que uma fronteira pode causar. De um lado a modernidade, a limpeza, a organização e a sensação de civilidade urbana enquanto de outro a cultura primitiva, a precariedade, as lembranças de uma guerra civil, a falta do que entendemos como básico.

No que se refere à região de Moçambique que visitei incluindo Inhambane, Maxixe e redondezas posso dividir em duas partes, pois conheci pessoas de ambos os lados. De um lado pessoas que moram na cidade e de outro famílias que vivem nas vilas (comparado aos bairros). A cidade embora pequena é mais parecido com o que conhecemos por cidade, com bancos, lojas, restaurantes, feiras livres, ambulantes, casas de alvenaria, hotéis. Enquanto nas vilas a realidade é outra, afastado do asfalto, casas construídas de materiais naturais, cobertas por sapê, sem saneamento básico, sem água, luz. Nesses lugares cozinha e banheiro são tão primitivos!

Embora a língua oficial seja o português, existem inúmeros dialetos que são falados mais do que o português, então as pessoas que frequentam a escola e que vivem na cidade falam o português, mas o pessoal das vilas na sua maioria fala o dialeto local. E nessa parte encontrei o primeiro encantamento, porque mesmo com toda a dificuldade, falta de recursos e tudo mais, muita gente fala mais do que um idioma, normalmente é o português, inglês e vários outros dialetos. Adolescentes dão muito valor ao estudo, mesmo que o futuro não lhes dê muitas oportunidades. Pais valorizam a educação das crianças no que se refere a comportamento e isso foi outro encantamento, crianças extremamente educadas.

E como não poderia ser diferente, conheci a alegria daquele povo onde tudo vira música e dança. Aguardávamos na ponte o nosso taxi boat para atravessar a baia, quando chega uma turma de aproximadamente 8 pessoas e começam a cantar e dançar pra nós com uma alegria contagiante. Nos juntamos a eles e cantamos até o barco chegar. Que experiência!

Também tive a oportunidade de conhecer o oceano Índico, ficamos numa cabana no que eles chamam de Resort. Que lugar maravilhoso, uma beleza natural incrível, onde baleias e golfinhos dão um show perto da costa.

Achei que seria um problema em termos de alimentação, mas acabei me impressionando com as comidas que em muito se assemelha a nossa e inclui arroz, batata frita, frango assado, carne de panela e etc. O tempero é um pouco mais forte e faz lembrar comida feita em fogão à lenha. Algumas carnes são diferentes, mas nada que assuste:)

Na África do Sul, especificamente Malelani, Nelspruit e Johanesburg destaco pontos turísticos como Kruger Park, local que fizemos o safari (Malelani), Estádios da Copa de 2010 em Nelspruit e Soccer City em Johanesburg e por fim o Lion Park em Johanesburg onde é possível ter contato físico com filhotes de leões, alimentar girafa. Infelizmente não conheci o museu do Apartheid, pois não tivemos tempo suficiente, mas fica a dica!

Como disse, foi uma das viagens mais incríveis que fiz, saí de lá com amigos, com o coração alegre pela oportunidade de amar ainda mais a Criação, incluindo homens e natureza!

De dentro para fora

Estudando para o grupo pequeno, me deparei com algo que tenho tentado observar e mudar a mente para ter efetividade. “Muitas vezes lidamos de forma superficial com um problema, sem nunca chegar ao fundo da questão… Com frequência, nós de fato queremos ajudar as pessoas como possível, mas ficamos tão focados em encontrar uma solução rápida para o comportamento externo que ignoramos o problema real…. Alterar a situação externa, porém, não altera o coração”

Você já se viu em situações assim, em que seu desejo em ajudar o próximo se torna uma lista do que não fazer, sem saber o que de fato gera o comportamento externo? Mudanças só são reais se acontecerem de dentro para fora.

“Os que confiam na ação de Deus descobrem que o Espírito de Deus está neles” – Paulo na carta enviada aos Romanos.

A fonte da mudança é Cristo, através do seu espírito que habita em nós.

Aproxime-se de mim

Estava escutando uma música que gosto bastante, que diz (em tradução livre):

“Aproximem-se de mim; Para eu me aproximar de Você; Puxe as cordas do meu coração; Pois eu anseio por responder a você; Fiz um lugar pra vc aqui, então venha; Todas as coisas são possíveis pra você, então venha”

Estava pensando nos momentos de adoração que temos e o que eu tenho pedido. Essa música expressa o desejo do meu coração em cada música que canto. Eu desejo a presença do SENHOR, porque é um lugar tão bom de estar! Minha intimidade com Ele tem me levado a lugares que não imaginava. Todas as vezes quando dirijo a adoração eu fico com um frio na barriga porque não quero que seja fingido, quero, desejo a presença do Deus vivo, eu oro comigo mesma, menos de mim e mais de você e me sinto livre. Livre pra adorar, pra expressar, pra receber e pra dar. Eu desejo que a atmosfera mude, que o Reino venha, que o Espírito flua. Esse é o meu sentimento e meu coração tem queimado. Qual tem sido seu desejo?

Lucas 3

Enquanto estudava o evangelho de Lucas, o capítulo 3 me trouxe alguns pensamentos. O texto referido fala sobre o batismo de João e em seguida de Jesus.

Percebi que desde o princípio, os problemas são os mesmos e quero citar 3 ditos explicitamente no texto. João fala sobre um batismo de arrependimento (metanóia, mudança de mente e direção), mas aí ele identificou que as pessoas vinham, porém não mudavam de vida, depois de falar que não adianta nada “molhar a pele com a água” se as atitudes não mudam, a multidão perguntou “o que devemos fazer então?”. Como disse, João cita 3 posturas que devem ser evitadas:
1. Individualismo: “Quem tiver duas mudas de roupas dê uma para alguém, ele disse, e façam o mesmo com a comida”. Problema atual: individualismo, egoísmo, sucesso próprio. Proposto pelo reino: generosidade
2. Corrupção: Os cobradores de impostos também perguntaram o que deveriam fazer e João disse “Nada de extorsão. Cobrem apenas o que exige a lei”. Problema atual: desonestidade, corrupção, vantagem. Proposto pelo Reino: Honestidade, verdade
3. Violência: Os soldados também perguntaram e ele respondeu “Nada de violência nem chantagens, e estejam satisfeitos com o salário de vocês”. Problema atual: violência, desconfiança, insatisfação. Proposto pelo Reino: alegria, satisfação, contentamento.

Embora o batismo de João tivesse a ver com uma mudança de fora para dentro, o texto nos diz: “O protagonista desse drama, perante o qual sou apenas um figurante, acenderá a vida do Reino em vocês, um fogo interior, o Espírito Santo dentro de vocês, operando mudança de dentro para fora”.

A nova aliança nos dá o Espírito e se não temos nos arrependido (mudança de mente e ação), devemos nos questionar se realmente encontramos Jesus e seu Reino, pois ele necessariamente gera mudança na nossa vida, caráter, direção.

Espero que colabore com seu crescimento espiritual. O texto está em Lucas 3, na versão A Mensagem.

Como eu vos amei

Há um tempo tenho pensado sobre “amar a Deus sobre todas as coisas e a meu próximo como a mim mesmo”e também sobre quando Jesus fala que devemos amar como ele amou… Como assim né? Soa muito religioso quando não coloco isso num nível prático ou então pensava em pessoas que não são cristãs e que servem ao próximo e tem amor pelo próximo. Aí o que Deus grifou como um marca texto foi a parte “como Jesus amou”. Não tenho dúvidas que hoje muitas pessoas fazem caridade e ajudam o próximo, se compadecem, se doam, mas Deus me revelou um outro nível. Essa parte temos que fazer e vamos dizer que é a parte fácil, a parte difícil é servir, amar, perdoar os difíceis, os que nos magoam, os que pisam no nosso calo e que nos apunhalam pelas costas. Servir, orar, amar, respeitar pessoas que não gostamos e que nos tiram proveito. Por favor, se você entende isso, como um exercício de amor, pare de maldizer pessoas, pare de reclamar do próximo, de achar defeito no outro. Quando tiver com muita raiva, abençoe! Ontem aconteceu comigo e compartilhei com meu trio parceiro de oração, fiquei meio irritada com uma situação e já tinha tudo esquematizado na cabeça sobre como reagiria aí, fui ler a Bíblia e por um acaso abri numa página toda grifada e me perguntei “o que será que está falando que está tudo grifado?”(eu falo comigo mesma rss), resolvi ler e “guess what”, fiquei envergonhada! Olha o que dizia o texto que está em 1Pedro 3:

“Resumindo: sejam agradáveis, simpáticos, amáveis, compassivos, humildes. Isso vale para todos, sem exceção. Nada de retaliação. Nada de língua afiada para o sarcasmo. Em vez disso, abençoem, que é a obrigação de vocês. Assim, serão uma bênção e também receberão bênçãos. Quem quer abraçar a vida e ver dias cheios de bem, Eis o que tem de fazer: não diga nada maldoso ou capaz de ferir; Despreze o mal e cultive o bem; persiga a paz com todo empenho. Deus aprova tudo isso, ouvindo e respondendo bem ao que é pedido; Mas volta as costas para os que fazem o mal.”

Ou seja, amar qualquer um ama, ajudar velhinha, criança, cachorro, qualquer um faz, mas amar quem nos fere, ah isso é difícil e só aquele que é o próprio amor pode fazê-lo, Jesus, aquele que foi e deixou seu Espírito para habitar em nós e nos capacitar a ser e viver como ele. Reflita sobre isso e demonstre o amor “como eu os amei”, pois é nisso que reconhecerão que somos discípulos de Jesus.